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Diário Não Oficial do Brasil - Dia 83/365

domingo 24 de março de 2019, por Fátima Froes,

As narrativas da direita e extrema direita se revelam

65º dia de blindagem do Bolsofilho. Nenhuma notícia de Queiroz. Até Temer é preso, mas ninguém menciona o motorista.
200 mortos e 108 desaparecidos no crime de Brumadinho. Fábio Schvartsmann continua impune. Mais uma cidade evacuada sob risco de ser atingida pelas ações criminosas da Vale, que foi privatizada por FHC.

1. A semana em que as narrativas da direita e extrema direita se revelam, fora o jogo para a plateia, dancinhas, arminhas, refrões de ódio, nada resta.

2. Três viagens internacionais e vemos o risco que corremos com uma pessoa com baixíssimo nível intelectual e de formação, de questões graves de caráter nos apontando as suas arminhas com o dedo. Estamos rendidos a esse mundinho de mamadeira de piroca. Os discursos nem lidos prestam, o absurdo da visita aos Estados Unidos foi coroada com uma visita ao Chile, povoada de venezuelanos, de acordo com o presidente, e que, naturalmente, confunde raça e razão, como qualquer medíocre racista da supremacia branca que nos (des)governa.

3. Moçambique tem um desastre brutal, nenhum gesto. do governo, que é incapaz, sequer de enviar uma nota. Sua ajuda humanitária, seguindo os passos de Trump, se restringe a lugares onde possa se apropriar do petróleo e quebrar países inteiros, se apropriando das riquezas desses lugares.

4. A direita brasileira mata sem pudor qualquer um que esteja na frente do seu lucro. É o caso da Vale, que todos os dias ameaça cidades inteiras, é o caso de São Paulo e seus incêndios, é o caso das terras indígenas, é o caso das terras quilombolas.

5. O funcionamento é simples: eu quero, eu tiro vocês ou eu mato vocês. Há uma versão do assassinato de Marielle Franco que uma das grandes questões é que ela mexeu não só com a milícia, mas com A milícia da questão fundiária urbana.

6. Em São Paulo aconteceu ontem mais um incêndio em terreno que sofreria hoje uma reintegração de posse onde 215 pessoas, estando ai 66 crianças estavam morando. As pessoas não ocupam espaços precários urbanos porque querem, a luta pela moradia é a luta insana de um lugar para ESTAR, porque nem isso é permitido. A prefeitura cadastrou as pessoas, a justiça deu a ordem de retirada, a população se organizou para resistir e o incêndio casual acontece. Tem sido a marca do crime organizado hoje chamado Estado.

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