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Diário Não Oficial do Brasil - Dia 94/365

quinta-feira 4 de abril de 2019, por Fátima Froes,

Bolsonaro e o Ibama

75º dia de blindagem do Bolsofilho. Nenhum sinal de Queiroz. Crime de Brumadinho - 217 mortos. 87 desaparecidos. Fábio Schvartsmann segue sua vida tranquilamente.

1. Um servidor de carreira do Ibama autuou Bolsonaro em 2012, por pescar em área de preservação ambiental protegida, a Estação Ecológica de Tamoios, em Angra dos Reis. No período, Bolsonaro era deputado. De acordo com a Revista Fórum o caso se arrastou por sete anos. Finalmente, eleito presidente, o transgressor não pagou a multa. Seu ministro do meio ambiente disse que estar lá, embarcado, e com uma vara de pescar, não significava nada, criando o (des)fato, e, por fim, demitiu o servidor de carreira. Claro, porque esse é o papel de um presidente: aproveitar as circunstâncias para pequenas vingancinhas, para exercitar uma mentalidade estreita e mesquinha, para mostrar que tem poder, e que está acima da lei, inclusive das multas do Ibama, porque projeto para o país, isso não tem.

2. Na linha das metáforas frutíferas do governo de laranjas, açaís e goiabeiras, agora o país vira um abacaxi.

3. Em prosseguimento à falta total de projeto, o MEC vai gastar seus poucos recursos restantes num revisionismo histórico, no estilo fakenews, para glorificar a ditadura civil militar que destruiu o país em 1964.

4. No congresso, o ministro da economia foi tentar explicar a inexplicável reforma da previdência e deu um chilique sensacional para esconder a sua total falta de preparo para ocupar o cargo, e de argumentos para justificar o desmonte. Coisa, assim, de brutamontes. Este mesmo ministro está sendo processado por desvio de fundos de pensão. Talvez seja sua vocação natural. Ameaça sair, mas acredito que não cumpra sua promessa, talvez precise do foro privilegiado, além do que a resposta devida aos seus pares, os banqueiros, ainda está no ar.

5. E, na linha da obviedade do golpe que abriu espaço para tudo isso que está aí, Dilma foi, finalmente, oficialmente inocentada no caso da compra da refinaria em Pasadena. Não obstante, o fake espetáculo que começou em 2013 prossegue com o desmonte do Estado de Direito, a cargo da bolsofamília.

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