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Diário Não Oficial do Brasil - Dia 95/365

sexta-feira 5 de abril de 2019, por Fátima Froes,

Bispo elogia tortura em missa

76º dia de blindagem do Bolsofilho. Nenhum sinal de Queiroz. Crime de Brumadinho - 217 mortos. 87 desaparecidos. Fábio Schvartsmann segue sua vida tranquilamente.

1. Durante uma missa um bispo ameaça matar Caetano Veloso com veneno de rato. Nesta missa o elogio à tortura com a presença da viúva do torturador maníaco Ustra. A viúva, naturalmente, vive de pensão, paga com o dinheiro público. Ustra não foi julgado nem condenado e agora é glorificado, por representantes da igreja católica e pelo presidente eleito.

2. Um vídeo divulgado pelo Diário do Centro do Mundo onde o presidente eleito balbucia coisas estranhas sobre inspeção e confiança para empresários em Israel, num discurso infantil e incoerente, é constrangedor. Se o passaporte diplomático do presidente se perdesse, talvez os eleitores lá dele salvassem algum negócio, porque do jeito que está, não vai rolar.

3. O twitter parece ser o canal oficial das paspalhices e agora o ministro da justiça adere, estamos todos correndo riscos de sentenças, condenações por twitter, doravante. Ele, mais uma vez, deixou claro qual o seu tosco conceito de prova.

4. A Revista Fórum informa que o ministro do turismo é comprovadamente agente laranja. Crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Mas não vem ao caso, deve ter, secretamente, pedido desculpas. E seguirá no seu cargo com falsidades e laranjices.

5. Em assalto a um carro forte na Universidade Estadual da Paraíba a polícia foi chamada. Houve um tiroteio com 16 feridos e após a ocorrência um policial publica nas redes sociais ironias com relação à convocação da polícia, sugerindo que os cidadãos se defendessem com livros e poesia, chamando estudantes e professores de esquerdopatas.

A Polícia Militar da Paraíba nos demonstra que a corporação já deveria ter acabado e que um grande erro do processo civilizatório foi permitir a existência de uma força tarefa dessa letalidade, pagos com dinheiro público, com comportamento e convicção de milícias. Com o reforço desse projeto fascista, com rifles escondidos em frente à casa do presidente e ministro da justiça defendendo o extermínio da população pobre e preta, mulheres e indígenas e o encarceramento dos que sobreviverem, é hora dos governos estaduais reverem os seus braços armados.

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