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Diário Não Oficial do Brasil - Dia 109/365

sexta-feira 19 de abril de 2019, por Fátima Froes,

Rio Paraobepa morto e o ministro do meio ambiente pretende premiar a Vale com a gestão de 7 Parques Nacionais

89º dia de blindagem do Bolsofilho. Queiroz, o motorista com foro privilegiado, não dá notícias. E, ao que tudo indica, não resta no governo órgão que se interesse em saber do seu paradeiro.

Crime de Brumadinho: 230 pessoas mortas e 40 pessoas desaparecidas. Uma bacia hidrográfica morta, o rio Paraopeba morto, e o ministro do meio ambiente pretende premiar a Vale por esses feitos entregando a ela 7 parques nacionais para administrar. Fábio Schvartsmann segue livre a sua vida.

1. Continuando o desmonte, o próximo alvo do ministro da economia é a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A privatização foi autorizada. Adeus a mais um setor estratégico.

2. Mesmo com tantas doações e bônus ao mundo do capital, o presidente eleito continua sendo rejeitado nos lugares onde supostamente deveria ser homenageado pela Câmara do Comércio Brasil-Estados Unidos. Agora foi um restaurante de luxo de Nova York que se recusou a sediar o evento.

3. O bolsofilhos-tour continua e dessa vez com um passeio até a Hungria, que não sabemos quanto custou aos cofres públicos, para o deputado federal bolsofilho descobrir que o idioma húngaro é muito difícil. Essa família não sabe usar a internet para pesquisar coisas tão simples, preferem torrar dinheiro público.

4. Juiz suspende passaporte diplomático de Edir Macedo, Bolsonaro mantém. O que o bispo tem tanto a esconder que não pode passar no raio x como todos os mortais?

5. A força nacional está na esplanada para garantir que ninguém tenha possibilidade de expressar seus pensamentos e posições. Depois de destruir os conselhos, colegiados e comitês, vivemos esse momento gravíssimo e inconstitucional de violência gratuita promovido pelo ministro da justiça.

6. Luciano Macedo, homem que tentou salvar Evaldo Rosa das forças armadas oficiais brasileiras, considerado ninguém pelo presidente eleito, não resiste aos tiros e morre. Mais de 150 pessoas assassinadas pela polícia no Rio de Janeiro nos primeiros 100 dias do governo Witzel, laboratório do fascimo/miliciano brasileiro. O aumento da letalidade dos braços armados oficiais parece ser um projeto desse governo.

7. O golpe avança na América Latina. O ex-presidente do Peru, Alan Garcia, se suicida. Assim como nas décadas de sessenta e setenta, avançam as ditaduras financiadas por grupos internacionais e pela burguesia tosca dos países da região, só que agora os justiceiros tomam o lugar dos militares. A lava jato peruana consegue fazer seus malabarismos jurídicos e acusar o ex-presidente de receber propina. O foco é a rodovia transoceânica e a consequente integração da América Latina, que não interessa aos contratantes dos agentes locais do lawfare e do liberalismo de ultradireita da escola de chicago. O Central Park no comando.

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