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Diário Não Oficial do Brasil - Dia 112/365

segunda-feira 22 de abril de 2019, por Fátima Froes,

Colonização e recolonização: engrenamos a marcha ré

No momento em que engrenamos a marcha ré, sendo recolonizados, não vejo o governo fazer grandes comemorações pelos nossos 519 anos da colonização inicial, a dos portugueses. A comemoração deve ser secreta, apenas para os representantes do império.

Eleitos numa operação de guerra, com bannon no comando, estão sempre com um inimigo a combater e convocar seu exército de alienados, mas no final as batalhas são sempre contra o povo brasileiro.

Alvo principal dos dois projetos, colonização e recolonização, a população indígena está em luta, o governo tem clara intenção de exterminar o que restou dessas nações.

A equipe de pessoas brancas, do governo racista, sequestra crianças indígenas, distribui terras para os colonizadores do agronegócio, vai impedir o acesso à água, transforma tudo em um grande negócio para terceiros.

Um terraplanista pré-colombiano, pré-galileu, comanda uma pasta cujo objetivo é garantir que não teremos aliados no mundo e seremos inteiramente controlados pelo império, e o capitão-do-mato, ops, presidente eleito, amplifica as sandices.

Um dos mais significativos atos dos últimos dias foi a determinação de sigilo sobre os estudos que embasam a reforma da previdência, claro, porque não há como esclarecer um projeto genocida. É tão bom para a população que tem que ser feito às escondidas.

Repetem exaustivamente que é uma necessidade que corrigirá injustiças. Mas não explicam, proíbem acesso ao entendimento dessas frases ao vento. A proposta de previdência dos militares amplia o que já era escandaloso e desigual. Herança de um passado de chumbo. Vale aqui a lógica expressa na frase de Goebbels, de que “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade“.

Nessa recolonização a mão de obra escrava já está no território e o governo trata de garantir solução para eventuais problemas com mão de obra improdutiva como velhos, órfãos e deficientes, a reforma proposta vai eliminar todos.

Então a vida só será permitida aos que tiverem força para realizar algumas das subalternas tarefas que restarem, porque aquele antigo mundo do emprego, será só para as milícias amigas e afins, que atuam nos mais obscuros negócios que possam existir, desde os imobiliários aos de matadores de aluguel.

O novo projeto prevê uma sociedade de castas, com o topo ocupado por militares e suas filhas princesinhas, juízes, procuradores, e a rede imobiliária oriunda do auxílio moradia, alguns donos de capitanias hereditárias e políticos de alguns determinados partidos.

Aos trancos e barrancos as intenções são reveladas. Foco nas vendas de estatais e nos projetos de extermínio, não vamos nos distrair com as novelinhas internas, de negação da realidade, de supostos conflitos entre a ala militar e a ala psiquiátrica e de briguinhas com vices. A estratégia de governo, no que é possível perceber, é essa, fazem oposição a si mesmos e ocupam todas as posições. Sem esquecer que o juiz é comprado. Mas o jogo só acaba quando termina.

Vamos à luta, porque tem resistência.

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