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Dia 228/365 - Reflexões degradantes

sexta-feira 16 de agosto de 2019, por Fátima Froes,

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1. O síndico disfuncional joga fora os fundos de preservação da Amazônia. Ora, preservar não é importante se a ideia é lotear a floresta para as mineradoras, destruindo as populações nativas. A Noruega, seguindo a Alemanha, bloqueou o repasse de 134 milhões de reais ao fundo de preservação gerido pelo BNDES. A elite-trombadinha fascista vai ao delírio. Adoram rasgar dinheiro e destruir permanentemente recursos naturais que possam significar vida.

2. Sem projeto para a economia e com plena determinação de destruir qualquer reserva que o país possua, o ex-capitão age como um herdeiro despreparado, perdulário e mimado que enquanto não gastar cada centavo do que não lhe pertence, não ficará satisfeito. As reservas cambiais agora vão para o saco. Para beneficio de quem, ainda não sabemos.

3. A Polícia Federal de Moro lança nota de repúdio ao governo Bolsonaro. As criaturas estão se estapeando em público. A PF grita pela sua autonomia, enquanto Moro parece que se interessa em partidarizá-la e o síndico disfuncional em desqualificá-la. No jornal Estado de São Paulo falam em rusgas no governo Moro-Bolsonaro. Nessa briga a PF pode ser um trunfo ou um risco potencial, a depender do ponto de vista que se considere. Enfim, em briga de fascistas não se mete a colher. Seremos sempre favoráveis à briga.

4. Enquanto exonera um diretor da receita por não querer distribuir cargos para a bolsofamília, que a essa altura já se ramificou no planalto, o ex-capitão ataca a Bolsa Família, e criminaliza o programa. Enquanto fala em meritocracia, trata de garantir benesses para a própria família, negociando um emprego de embaixador para o filho. Enquanto desqualifica os brasileiros que não tiveram acesso à educação, se esforça em destruir a Educação Pública e a cultura de todas as formas.

5. Segundo os dados divulgados pelo Jornal GGN, a desigualdade social no Brasil aumenta. A renda dos cinquenta por cento mais pobres cai em dezessete por cento. A renda dos um por cento mais ricos, aqueles que nos mantêm refém do síndico disfuncional, aumenta dez por cento.

6. Um deputado, da ala da extrema-direita brasileira, que até recentemente era do partido do ex-capitão, informa que foi expulso em rito sumário pelo próprio síndico disfuncional. A Revista Fórum reproduz uma fala desse deputado, ex-PSL, se referindo ao presidente eleito: "não é burro, senão ele não chegaria onde chegou, mas é um idiota ingrato que nada sabe”.

Pois é, onde anda Queiroz? E o cheque da primeira dama?

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