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Dia 233/365 - Manifesto do assombro

quarta-feira 21 de agosto de 2019, por Fátima Froes,

Incêndios na Amazônia podem ser vistos do espaço e jogam o país nas trevas

Foto: Vinicius Mendonça / Ibama https://fotospublicas.com/brasilia-...

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Hoje deveria ser o dia de o assombro romper o silêncio.

1. Hoje a dor é profunda, com o discurso medíocre, privatista e entreguista do ministro tchutchuca, com os registros do extermínio da nossa juventude negra e pobre, com a floresta que arde, com a destruição generalizada, que apaga o nosso futuro.

2. Hoje, os testemunhos contam a devastação planejada, autodestrutiva. Os focos de incêndio na Amazônia espalhados estrategicamente dentro de reservas indígenas espaçados a distâncias regulares para resultar em uma queimada que joga o país nas trevas. O resultado é impressionante e pode ser visto do espaço, nas fotografias dos satélites, a fumaça atinge o litoral do Paraná. As distâncias demonstram a dimensão apocalíptica da destruição. Só um tolo não se enxerga nas fotos que mostram árvores e animais queimados e mortos.

3. Hoje, nossa dor é traduzida pelo fotógrafo Araquém Alcântara que registra a destruição da floresta amazônica, e que em uma citação parece resumir a essência do projeto de destruição, imediatista e mesquinho tocado pelo ex-capitão e sua trupe. Ele conta ter ouvido de um matador em algum lugar na estrada Cuiabá – Santarém o seguinte testemunho: “aqui, seu moço, homem não tem palavra, mulher não tem honra, terra não tem dono e a árvore não tem raiz”.

4. Hoje no supermercado os preços estão assustadores.

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