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Dia 238/365 - O rei está nu

segunda-feira 26 de agosto de 2019, por Fátima Froes,

O síndico disfuncional exibe as entranhas de um país que não queríamos que existisse mais

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1. Se tivéssemos rei, ele estaria nu. Mas o síndico disfuncional não está apenas nu, ele também exibe as entranhas de um Brasil que gostaríamos que não existisse mais. O New York Times o qualificou como o mais insignificante dos líderes, mas continua dando estocadas com a caneta bic, continua com seus generais cheirando a porão da ditadura e segue com a compra de um congresso que desavergonhadamente se vende.

2. Esse modelo desenvolvido por movimentos americanos de extrema direita, de manipulação de opinião pública, de um caminho calçado em mentiras, de manipulação pelo ódio, causa estragos, mas não é permanente. Quando provoca a queima da Amazônia, em conluio com criminosos ruralistas movidos por uma ganância míope, quando ameaça a água do planeta, o limite de tolerância mais extremo foi cruzado, e até seus devotos mais crédulos lhe viram as costas, a popularidade despenca. O número da desaprovação é promissor para a democracia. Cinquenta e três por cento.

3. A extrema direita fica alvoroçada com a queda do índice de aprovação do seu testa de ferro, e já se mobiliza para uma eventual substituição. Todos querem sair na fita como salvadores da pátria e desfraldam a mesma bandeira antiga e dissimulada da luta contra a corrupção. Notórios cínicos se arvoram a patronos da moralidade na intenção de reduzir o, necessário, combate à corrupção a mero cavalo de troia para seus interesses escusos. A Vaza Jato já demonstrou com suficiência o blefe dos funcionários públicos que se punham como paladinos dessa cruzada e que cresceram e multiplicaram suas contas bancárias com condenações forjadas, enquanto favoreciam e protegiam determinados grupos políticos e setores do capital. A impunidade a correr solta para os homens de bem.

4. A Constituição cidadã, conquistada a duras penas e com tanto sacrifício por brasileiros que lutaram para derrubar o golpe de 64, sofre agora golpes diários. Do sanguinário Witzel ao inacreditavelmente cínico Doria, todos já se lançam em campanha.

5. Enquanto isso, nos subterrâneos dessa extrema direita brasileira, um viaduto com um custo de 3 milhões de reais, pago com recurso público, para servir a interesses privados. O Jornal GGN nos informa que a obra foi licitada no governo do direitista Geraldo Alckmin, em 2012, e foi vencedora a empresa Serveng que concorreu com a Queiroz Galvão. Prevista para ser concluída em 2017, a estrada que deveria ligar Caraguatatuba ao Porto de São Sebastião, incluiu o viaduto para conectar a estrada a uma fazenda da própria Serveng. É provável que a empresa peça desculpas e fique com o viaduto, afinal, há precedentes. O ministro da casa civil pediu desculpas e foi perdoado pelo caixa 2 e o aecim, continua com o aeroporto na fazenda da família e continuam frequentando impunemente a câmara federal e o palácio do governo.
O modus operandi continuará o mesmo, enquanto tentam sangrar a classe trabalhadora de todas as formas...

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