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Dia 265/365 - É tempo de rebelião

domingo 22 de setembro de 2019, por Fátima Froes,

O Rio de Janeiro, laboratório avançado do fascismo miliciano ultraliberal, mostra o que nos espera se não começarmos a reagir

Imagem: Stella Nobre - (Bolsista de Extensão / 2018) https://papodecorujas-jimenafurlani...

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1. Amanhã começa a primavera neste país do hemisfério sul, e nós, ou começamos a primavera brasileira ou morreremos todos. O Rio de Janeiro, laboratório avançado do fascismo miliciano ultraliberal, mostra o que nos espera se não começarmos a reagir.

2. A ministra da família (em nome de jah!) persegue enlouquecidamente um sítio de mulheres na internet porque fornece informações sobre aborto. A Revista AzMina, replica informações da Organização Mundial de Saúde, mas o delírio fascista quer total controle sobre o que podemos discutir ou não, e não podemos discutir aborto, uma das maiores causas de morte de mulheres no país, lembrando que 56% das mulheres que fazem aborto no país são católicas e 25% evangélicas. E existem exceções para a criminalização do aborto, mesmo em um país fundamentalista fascista neoliberal. Quando a gestação é resultante de estupro, quando a gestação está causando risco à vida da mulher e quando o feto for anencefálico. Mas a ministra (em nome de Jah!) nega direitos humanos às mulheres, são invólucros.

3. No diário de ontem falamos em 5 crianças mortas pelo necroestado do governador sniper. Na verdade já são 16 crianças mortas neste ano. O silêncio retumbante do planalto, incluindo aí a ministra que trata as mulheres como meras embalagens, nos diz que a prioridade do governo não é a vida das crianças, não é nem mesmo a vida.

4. A Revista Carta Capital divulga twitter publicado ontem pelo ex-ministro da Educação Fernando Haddad em que defende o impedimento do governador do Rio de Janeiro, após a morte da menina Agatha Vitória Sales Félix, de 8 anos. "Ele é o grande responsável pelas atrocidades que se cometem no Rio de Janeiro. Um assassino!".

5. A polícia militar do Rio foi criada no início do século XIX, de acordo com Luiz Antonio Simas, do portal Viomundo, em um período em que o fantasma da revolução do Haiti assombrava os colonizadores escravocratas. O signo da PM carioca ainda é o do período imperial, a cana, o café, e a coroa. A conclusão é que essa instituição vem de um projeto genocida muito bem sucedido, criada para matar e morrer, defender e perpetuar a qualquer custo, a dominação dos senhores sobre a população. O governador sniper reedita toda a violência contida no projeto original da corporação. E o silêncio do planalto, inclusive da ministra (em nome de jah!) da mulher, da família e dos direitos humanos, e do ministro da justiça, definem claramente um projeto correlato. As crianças que morrem baleadas pela polícia no rio têm nome, endereço, e são alvo constantes.

A primavera é o tempo da rebelião.

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