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Revoltas negras no Brasil e o exemplo de Luiz Gama

segunda-feira 30 de setembro de 2019, por Carlos Russo Jr.,

O baiano Luiz Gama, herói da abolição da escravatura em São Paulo, foi processado devido às falsas acusações de um delator e disse em seu julgamento: "para o coração não há códigos"

ilustração: reprodução https://www.brasildefato.com.br/201...

Pese existirem registros de revoltas dos escravos desde o século XVII, foi no século XIX que a rebelião negra atingiu seu auge. Enganam-se aqueles que julgam que a fuga do cativeiro, formação de quilombos e sua defesa foram formas exclusivas da rebelião. Pois os escravos chegaram a organizar insurreições armadas e, inclusive, buscaram a tomada do poder político.

Por outro lado, o mulato Luiz Gama, “um baiano, foi o herói da abolição da escravatura em São Paulo”, nas palavras de Afonso Schmidt. Processado devido às falsas acusações de um delator, disse em seu julgamento:

“Para o coração não há códigos: e, se a piedade humana e a caridade cristã se devem enclausurar no peito de cada um, sem se manifestarem por atos concretos, em verdade vos digo aqui, que afrontando a lei, que todo escravo que assassina o seu senhor pratica um ato de legítima defesa.”

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