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Dia 294/365 - O custo do ex-capitão

segunda-feira 21 de outubro de 2019, por Fátima Froes,

A ministra da família afirma na Câmara: “Bolsonaro não prometeu nada para o Brasil durante a campanha”

Imagem: montagem (Jeniffer, Wai Ting Tan + instagram ChicoAlencar)

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1. O ex-capitão que ocupa o planalto saiu do país para dizer no Japão que não abre mão de explorar a Amazônia, e silenciar sobre a tragédia ambiental no Nordeste. Ele se entende imperador, um exterminador de brasileiros indígenas e de florestas, tudo ao sabor de suas vontades amesquinhadas. O país que ele diz presidir não é mais que um quintal para ele cobrir de dejetos.

2. O incivilizado síndico disfuncional está no Japão fazendo turismo. A Revista Forum informa que ele não tem agenda, é praticamente ignorado e não gosta de comida japonesa, come sozinho em lanchonetes. Ele e a comitiva em passeio com recursos públicos. De quantos Benefícios de Prestação Continuada é feito um passeio inútil?

3. Agora a frota da força aérea brasileira está liberada para transportar políticos e familiares de políticos em seus aviões. A informação é do jornal O Estado de São Paulo. O ministro da CGU não vê irregularidade nas caronas. Os privilégios e farras com dinheiro público agora são oficiais. É preciso converter essa despesinha extra em valor de bolsas-família, para se ter uma moeda social correta para medir privilégios.

4. E, para completar a segunda-feira, enquanto a América Latina pega fogo em conflitos no Chile, Equador, Peru e Argentina, além de Honduras e Haiti, a ministra da família (em nome de jah!) faz uma afirmação na Câmara que é uma das poucas nesse governo pode ser considerada verdadeira: “Bolsonaro não prometeu nada para o Brasil durante a campanha”. Isso é a mais absoluta verdade. Mostrou-se inútil por 28 anos, cuidando apenas dos próprios negócios e da própria família pelo tempo em que esteve na câmara, porque seria diferente agora. O deputado do PSL delegado Waldir coloca os adjetivos nos lugares corretos.

5. Quem pensa que somos um povo passivo como gado, nunca viu um estouro de boiada. Se quisermos que alguma coisa reste, temos que debater o custo econômico, financeiro, social e cultural do governo que ocupa o Planalto.

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