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Dia 305/365 - Salvemos Kirimurê!

sexta-feira 1º de novembro de 2019, por Fátima Froes,

Kirimurê era o nome da Baia de Todos os Santos. Rebatizada pelos colonizadores há 518 anos, hoje está sob risco

Imagem: Mateus Morback - Guardiões do Litoral https://www.instagram.com/p/B4KqJzz...

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  1. 1. Hoje, segundo a tradição católica, é o dia de todos os santos. Há 518 anos os colonizadores chegavam à belíssima Baía de Todos os Santos e a rebatizavam. Seu nome original é Kirimurê, que na tradução para o português significa “grande mar interior”. Já abrigou um dos maiores portos do hemisfério sul e já foi o porto de destino de migrantes forçados vindos da África, escravizados, para construir para os indolentes europeus, o país que hoje está aí.
  1. 2. A vida exuberante no Kirimurê, talvez não resista muito nas mãos do colonizador e dessa pseudo civilização que hoje aí está, dominada pelo pensamento retrógrado do síndico disfuncional que ocupa o planalto. Em uma performance de escárnio com o povo nordestino, expondo o seu profundo desrespeito, o síndico disfuncional, junto com um dos seus secretários com sérias questões cognitivas, como é característica comum aos que o cercam, fala de peixes “inteligentes” que desviam do óleo derramado. O cinismo em doses cavalares, ironizando as dificuldades dos povos do mar, especialmente daqueles que vivem da pesca artesanal, de sobreviverem ao maior crime ambiental de nossa história.

3. Enquanto o óleo continua a comprometer a vida marinha e não para de brotar nas praias, estuários e manguezais, a PF do ex-juiz indicia um e outro, e o ministério do meio ambiente segue sem um plano consistente. Os pescadores continuam sem assistência organizada que ofereça alguma perspectiva para enfrentar o problema e garantir a sobrevivência. E tudo o que o (des)governo tem a mostrar é este escárnio. A PF, sob o domínio do conge, carece de credibilidade.

4. Enquanto todos comentam os disparates do síndico e seu secretário disfuncional, esquece-se a vida miliciana, o marreco de Maringá, fazendo o papel de jagunço, as perícias suspeitas e as conexões criminosas. Ou seja, o momento que poderia servir para dar satisfações sobre o que acontece no Nordeste, é utilizado apenas como cortina de fumaça para as ações da famiglia. A ópera bufa está montada para que todos escapem. Homens de bem.

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