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Dia 320/365 - Sobre falsos príncipes, ditaduras e aulas de comunismo

sábado 16 de novembro de 2019, por Fátima Froes,

Em Cochabamba as forças armadas encurralaram num túnel manifestantes que denunciam pelo twitter a situação de risco em que se encontram

Imagem: twitter de Nicolas Maduro https://fotospublicas.com/manifesta...

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1. Agora já são pelo menos 7, talvez 9, pessoas mortas pela ditadura gospel da golpista Jeanine Añez nas manifestações que tiveram início ontem na Bolívia. Os feridos já somam quase 550 (Jornal El País). Em Cochabamba as forças armadas encurralaram num túnel manifestantes que denunciam pelo twitter a situação de risco em que se encontram (DCM).

2. No partido da lava jato as confusões com outros poderes prosseguem animadas. O procurador powerpoint havia pedido à receita para investigar o ministro presidente do supremo tribunal federal (aquele do jantar íntimo), e agora o ministro quer saber detalhes do pedido. Acontece que um procurador de primeira instância não tem poderes para fazer esse tipo de solicitação, ou seja, mais uma ilegalidade, entre tantas acumuladas pelo partido da lava jato (Blog da Cidadania).

3. Além do Partido dos Trabalhadores, a ABI- Associação Brasileira de Imprensa entrou com notícia-crime contra o ex-capitão por obstrução da justiça nas investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco. Trata-se do acesso ilegal da bolsofamília aos áudios na portaria do condomínio em que vivem, no dia do assassinato da vereadora. O acesso do assassino à casa do presidente da república no condomínio está sendo investigado e a bolsofamília tem interferido de forma ilegal, manipulando provas “de uma investigação criminal sigilosa e em andamento” (UOL).

4. O príncipe regente fake, na falta do que fazer, privado da sua ocupação nas redes sociais em função das próprias confusões, circula pela cidade e entra até em, pasmem, livrarias. Em uma, ao se deparar com um debate sobre a revolução russa, saiu contando o número de participantes, e pretendeu aplicar ali um ato de censura e intimidação, ainda o hábito das atividades nas redes sociais. Questionou os empregados do estabelecimento para saber desde quando davam aula de comunismo naquele lugar. O segurança do local pacientemente explicou: “não se trata de aula de comunismo, senhor, mas de um debate sobre revoluções”. É compreensível o estranhamento do vereador que se pensa príncipe com um ambiente de estudos e debates, definitivamente não parece ser a praia dele (Jornal Brasil 247).

5. Até agora as explicações da bolsofamília, e o envolvimento com os assassinos da vereadora Marielle Franco no condomínio onde têm casa, ficam cada vez mais complicadas. O bolsofilho que pensa que é príncipe regente afirma que estava na câmara municipal no momento em que o assassina da vereadora esteve no condomínio, mas apresenta uma gravação que comprova que estava em casa naquele momento e recebeu uma ligação avisando da chegada de um uber. Talvez além de príncipe tresloucado também se imagine como um super-herói capaz de estar em dois lugares ao mesmo tempo ou, pior, imagine que jamais haverá consequências para qualquer coisa que diga ou faça.

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