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Dia 322/365 - Sonho, esse bicho poderoso.

segunda-feira 18 de novembro de 2019, por Fátima Froes,

Em Recife, o Festival Lula Livre, pela primeira vez com a presença do próprio Lula, levou às ruas mais de 200.000 pessoas

Imagem: Ricardo Stuckert https://fotospublicas.com/festival-...

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1. Recife explodiu em cores, numa grande festa da democracia. O Festival Lula Livre, pela primeira vez com a presença do próprio Lula, levou às ruas mais de 200.000 pessoas. O ex-presidente sinaliza com o diálogo com amplos setores para entender o que está acontecendo com o país e o posicionamento, por exemplo, das Forças Armadas (Jornal Brasil 247).

2. Outra manifestação, não tão grande, mas chamando atenção pela sua bizarrice, tomou conta das redes no domingo. Algumas pessoas marchando e batendo continência para uma réplica da estátua estadunidense, dita da liberdade, em frente a uma loja de um conhecido bolsominion que se fantasia de visconde de sabugosa, em Araçatuba, interior de são Paulo, enquanto cantavam o hino do exército, uniformizados com a camisa do uniforme da corrupta CBF. Como somos favoráveis à luta antimanicomial, acreditamos que essas pessoas devem continuar soltas, mas sugerimos algum tratamento urgente (Jornal Brasil 247).

3. Na Bolívia a repressão continua. Já são contabilizados mais de 20 mortos. Diversas marchas se dirigiram a La Paz e já se encontram na Praça Murillo, na capital boliviana, e exigem a renúncia da golpista gospel janine áñez (Jornal Brasil 247).

4. No Chile, o cínico Piñera prega contra a violência policial nas ruas. 2.381 pessoas feridas, mais de 200 atingidas diretamente nos olhos, pelo menos 23 mortos. Meninas sendo estupradas, e a população sendo torturada nas ruas. O neoliberal violento tenta tergiversar. O povo no Chile continua em luta, nas ruas (Carta Capital).

5. Porque há reação. Pelo menos nos países vizinhos. Que sejamos todos contaminados.

6. E no final do festival Lula Livre, um poema pernambucano, de autor desconhecido, para nos animar:

“Sonho, esse bicho poderoso, que cresce sem que ninguém possa controlar. É um perigo, é um perigo para quem não sonha. Esse perigo foi crescendo, porque eram tantos abraços, tantos sonhos, que isso é capaz de mudar o mundo inteiro, que dirá um país. E tentaram te privar disso, dos abraços… Te trancaram na gaiola, menino passarinho do agreste, que canta sonhos. Doeu tanto em mim, filho. Mas deixa eu te contar: Não teve um dia sequer que eu perdesse a esperança. Os sonhos… Eu sabia que tu ias voltar para me abraçar. Bem-vindo, filho. Estou aqui, estou aqui…” (Jornal Brasil 247).

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