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Dia 335/365 - Porque há resistência . . .

domingo 1º de dezembro de 2019, por Fátima Froes,

Em Paraisópolis, nove jovens morreram pelo braço armado da polícia fascista e racista do governador de São Paulo. Uma ação assassina

Imagem: Thiago Beato/ SSP http://www.ssp.sp.gov.br/noticia/le...

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1. O que pretendia a polícia do bolsodória senão assassinar, agredir, humilhar, torturar? Uma ação estrategicamente pensada fechou todas as saídas possíveis de uma festa e atacou os adolescentes e jovens que estavam se divertindo. O que significa isso? É uma ação genocida. Mas o que os move? Pode-se pensar que o tráfico comanda a polícia e não queria aquela festa, ou que alguém quer o terreno, ou que foram movidos por algum tipo de perversão, ou... Sei lá o que se pode pensar. É absurdo demais.

2. Nove jovens morreram pelo braço armado da polícia fascista e racista do governador de São Paulo. Sem pudor a guarnição atacou e espalhou terror em uma festa com 5.000 pessoas. Uma ação assassina (Jornal GGN).

3. Estamos no 335º dia e as mentiras do sindico disfuncional contabilizadas no sítio Aos Fatos já somam 512. Uma das declarações mentirosas que não consta desse inventário é uma promessa de campanha: “não vamos transformar o país numa Venezuela”. No que se refere à fome e ao desabastecimento, estão transformando, sim. De acordo com o Cepal, Venezuela e Brasil lideram o crescimento da extrema pobreza no continente. A questão é que a Venezuela sofre embargo dos Estados Unidos e aliados, aqui, é o governo e suas ações que provocam e fabricam a extrema pobreza.

4. E como nem tudo é a barbárie do ex-capitão admirador de tortura, o I Encontro Internacional da Coalizão Negra Por Direitos debate representação política. A Coalizão Negra Por Direitos é formada por mais 100 organizações de todo o Brasil e promove articulações políticas no Congresso Nacional e em fóruns internacionais. Candidaturas negras em vários municípios sairão desse importante debate que aconteceu ontem em São Paulo. A socióloga Vilma Reis, militante do coletivo Luiza Mahin e pré-candidata à prefeitura para a eleição municipal de Salvador (BA), questionou: “Se queremos derrotar o horror que se instalou em Brasília, precisamos começar pelas cidades. (…) Como, em 2019, alguém pode passar ao largo do terror racial que assola esse país?” (Jornal Brasil de Fato).

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