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Dia 342/365 - Aporofobia, a violência extrema.

domingo 8 de dezembro de 2019, por Fátima Froes,

A base da FUNAI no Vale do Javari/Amazonas foi atacada a tiros. Pelo menos três lideranças indígenas da etnia Guajajara foram assassinadas no Maranhão, desde o inicio de novembro.Após os crimes, índios Guajajara fizeram um protesto e fecharam a BR-226.

Imagem: divugação https://cimi.org.br/2019/12/nota-do...

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1. A base da FUNAI no Vale do Javari, no amazonas, foi atacada a tiros no dia 3 de dezembro. Pelo menos cinco tiros foram disparados. É a segunda vez na semana e a oitava vez em um ano que essa base é atacada. Desde o início de novembro pelo menos três lideranças indígenas da etnia Guajajara foram assassinadas no maranhão. Paulino Guajajara foi assassinado no início de novembro, e ontem foram assassinados Firmino Silvino Guajajara e Raimundo Bernice Guajajara. Após os crimes, índios Guajajara fizeram um protesto e fecharam a BR-226. No Amazonas o índio da etnia Tuiuca Humberto Peixoto, de 37 anos, ligado à Arquidiocese de Manaus, morreu hoje vítima de um espancamento brutal. No ano passado o Conselho Indigenista Missionário, vinculado à Igreja Católica, reportou 135 assassinatos de indígenas no brasil. O projeto de genocídio indígena continua avançando apesar da repercussão na imprensa internacional (Gazeta do Povo, Jornal Brasil247 e Carta Capital).

2. Um homem de 35 anos, deficiente mental, identificado como José Francisco Mourão, foi morto pela Polícia Militar da Amazonas, após revidar, com um pedaço de pau, a agressão sofrida de um policial que lhe deu um tapa porque sua bicicleta encostou em uma moto. Um segundo policial sacou a arma e fuzilou José Francisco. Eram dois policiais que agrediram uma pessoa doente e que não consideraram segurá-lo, imobilizá-lo, matar parece ser bem mais fácil, banal, para a PM em todos os estados (Expresso AM).

3. Depois da revelação de uma reunião de moradores do bairro do Morumbi onde, na presença da Polícia Militar paulista, praticamente buscam uma forma de exterminar os vizinhos do bairro Paraisópolis, um estudo esclarecedor da USP mostra que médicos brasileiros sofrem de aporofobia, não querem trabalhar com medicina da família e com pobres, não gostam de atenções primárias, a residência em Medicina da Família e Comunidade tem quase 70% das vagas ociosas. “A medicina é um curso de brancos e ricos” (Jornal GGN).

4. O papa Francisco é objeto de complô dos donos do capital estadunidense que querem que seja substituído. Como o Papa se posiciona contra a hipocrisia dos governos a serviço do Capital Acima de Tudo, tem sido alvo de assédio, campanhas e conspirações articuladas “por multibilionários estadunidenses, ultraconservadores, junto com pessoas de dentro do Vaticano” com o uso de “fake news, inverdade e calúnias” (Diário do Centro do Mundo).

5. A CPI da Fakenews apenas começou e já mostra os campeões do uso de “máquinas de manipulação de redes sociais”. Estudo da revista Fórum confirma as denúncias apresentadas por certa deputada arrependida e demonstra que o síndico disfuncional e o marreco de Maringá têm os maiores exércitos de “perfis automáticos”. Pra entender esse mundo em que os robots acionados pelo poder econômico definem o fardo que os viventes vão carregar. Mas são pés de barro.

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