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Dia 352/365 - E segue o baile...

quarta-feira 18 de dezembro de 2019, por Fátima Froes,

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1. Os jornais informam que o marreco leigo de Maringá vai dividir seus poderes com outro. O ministro da (In)justiça, e os superpoderes que negociou, continuam a ser diluídos. O síndico disfuncional estaria pensando em engordar o ministério, que seria “enxuto”, e recriar a pasta da segurança pública, para dar emprego a um amigo (Jornal GGN)

2. O escandaloso braço armado do governo fuzilou, diante de testemunhas, o músico Evaldo Rosa, que levava a família a um chá de bebê. O catador Luciano Macedo, também foi assassinado, diante de testemunhas, ao tentar prestar socorro a Evaldo. Agora, os militares do exército brasileiro afirmam, na justiça militar, que foram atacados a tiros pelo catador e reagiram (Jornal GGN). Foram 257 tiros disparados, o catador Luciano Macedo morreu com três tiros nas costas, o músico Evaldo Rosa foi atingido por nove tiros, todos pelas costas, nenhuma arma foi encontrada com eles. Eram doze militares.

3. A familícia talvez tenha problemas para declarar o imposto de renda, encaixar o patrimônio real, as “rachadinhas”... Complicado. Mas o interessante seria saber por que as investigações demoraram tanto e acontecem agora. Por que Queiroz é investigado agora, depois de ter sido deixado em paz por tempo suficiente para destruir provas. 18 mandatos de busca e apreensão. O mais famoso motorista, chefe de segurança, dono do foro privilegiado, acaba de perder o privilégio? A bolsomamãe também irá ser investigada na operação (Carta Capital). Segundo a revista Fórum são ao menos nove parentes “envolvidos no esquema de corrupção, desviando parte do dinheiro público recebido como salário para o esquema de “rachadinha””. Receberam R$4,8 milhões. Tudo em familícia, um belo natal.

4. O jornal 247 informa que a equipe do governo foi orientada a manter absoluto silêncio sobre o assunto.

5. E de silêncio em silêncio, sólidos esquemas de corrupção vão se consolidando. O jornal Brasil de Fato lembra o famoso caso das remessas ilegais para o exterior, os chamados CC5, há vinte anos, no tempo de FHC no comando, 124 bilhões esvaíram-se. “As ações articuladas do MPF, Justiça Federal e a classe política provocaram a criação da força-tarefa do Banestado (do MPF), na criação da CPI do Banestado (Congresso Nacional) e na criação da Vara Federal dos Crimes de Colarinho Branco (a 13º Vara Federal de Curitiba). O objetivo público: combater a lavagem de dinheiro.

O objetivo privado: conter e controlar os desdobramentos do escândalo para preservar a elite financeira e empresarial”. Bom, ninguém sabe ninguém viu, o tucanato ficou impune, a força-tarefa fez uma suposta investigação, as evidências desapareceram, são os primórdios do partido da lava jato, num esquemão protetor de interesses particulares e ataque a adversários políticos. E assim prossegue, entre esqueminhas e “rachadinhas” todos vão muito bem.

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