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Dia 358/365 - Limpinhos e Cheirosos

terça-feira 24 de dezembro de 2019, por Fátima Froes,

Dez casos de corrupção que assombram a família em que os filhos, quando descobertos, perdem o sobrenome. Afinal, pelas declarações do presidente da república sua família é limpa e no seu governo não tem corrupção.

Imagem: Aroeira https://www.chargeonline.com.br/

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O ano vai chegando ao fim, e vamos lembrar algumas coisinhas que acontecem nesse nosso cenário absurdo. Com base nas declarações do presidente da república de que a sua família é limpa e no seu governo não tem corrupção, vamos falar dos limpinhos e cheirosos, e com base na publicação do Diário do Centro do Mundo, comentar os dez casos de corrupção que assombram a família em que os filhos, quando descobertos, perdem o sobrenome:

I- O caixa 2, do laranjal do PSL em Minas e Pernambuco, usando candidaturas de mulheres para fraudar a destinação de recursos que foram utilizados na campanha presidencial.

II- O assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes - com direito a testemunhas sendo intimidadas, desaparecimento de computadores de bolsofilhos, suspeita de adulteração de áudios, e proximidade e possível visita dos assassinos no dia do crime.

III- Queiroz, o motorista com foro privilegiado, dono das rachadinhas e que se recusa a dar depoimentos, deixado em paz pelo ministro da justiça. Um dos motoristas mais poderosos da república.

IV- Uso de aeronaves da força aérea brasileira, com custos pagos com dinheiro público, para transportar a família, que não pode tomar um taxi ou andar de ônibus, ao casamento de um dos bolsofilhos. E gracinhas populistas para interceptar o voo e a popularidade de times de futebol.

V- Depois de usar a força aérea brasileira para o deslocamento da família para o seu casamento, o bolsofilho supostamente pagou a sua viagem de lua de mel com o fundo partidário. Afinal, o casamento de um filho presidencial deve ser um ato de campanha, mesmo que não seja nos prazos previstos pelo TSE.

VI- O mesmo bolsofilho teve emprego em Brasília, emprego público, na câmara dos deputados enquanto frequentava as aulas da universidade no Rio de Janeiro. Um presentinho do papai, cuja soma dos proventos recebidos, segundo o jornal, corresponderia em valores atuais a 160 mil reais.

VII- O bolsofilho vereador empregou no seu gabinete na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a madrasta e sete parentes dela que moravam, alguns, em Minas Gerais e nunca compareceram ao emprego, alguns chegavam a devolver para a “rachadinha” 90% dos valores recebidos.

VIII- O esquema de venda de excedentes da energia de Itaipu, que gerou um enorme escândalo político e quase resultou na destituição do presidente paraguaio, tem a participação da família que atualmente controla os negócios em Brasília. Nada será investigado, naturalmente, mas o esquema foi revelado no país vizinho. Por aqui, os parças ignoram.

IX- No princípio do ano surgiram denúncias de que os dois bolsofilhos atualmente em Brasília usaram dinheiro público para contratar empresas de parente de um assessor do presidente e de uma ex-assessora do filho Flávio B.. Uma festa em circuito fechado.

X- A tradicional família da “rachadinha”, aquela em que os filhos descobertos não têm sobrenome, já empregou 102 parentes, dos quais pelo menos 37 com fortes indícios de nunca terem trabalhado de fato em seus cargos.

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