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Dia 364/365 - Da lama ao caos, ao fogo, ao óleo

segunda-feira 30 de dezembro de 2019, por Fátima Froes,

Tragédia de Brumadinho, fogo na Amazônia, óleo em 300 praias do Nordeste: é o saldo do primeiro ano do Governo do ex-capitão na gestão do Meio ambiente

Imagens: Ibama, Marinha do Brasil fotospublicas.com

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1. Da lama ao caos, ao fogo, ao óleo, ao tóxico, à morte. O saldo do primeiro ano do bolsogoverno.

2. Enquanto o guru do ex-capitão diz que quem governa o país é Fernando Haddad, em mais um calculado diversionismo do bolsonarismo, com toda a rima pobre, o que descobrimos é que os governantes desse país querem destruir o meio ambiente.

3. O ano do ex-capitão que ocupa o Planalto começou com o crime da vale, em Brumadinho. Obviamente o desastre não foi provocado pelo governo, mas também não houve empatia com as vítimas, ou providências efetivas para prevenir outros desastres. A atitude governamental foi de utilização do momento para fazer propaganda do exército de Israel, que trouxe ao país 130 soldados e oficiais com equipamentos inadequados, que ficaram por aqui 04 dias, pousaram para fotos de propaganda da ultradireita mundial, e atrapalharam. Não conseguiram resgatar ninguém e demonstraram, logo no início do ano, o desrespeito da necropolítica instalada para com a situação real das vítimas. A vale e seus dirigentes vão muito bem obrigada, distribuiu lucro para acionistas enquanto amesquinha indenização para vítimas. Outras barragens continuam a oferecer risco à população.

4. As queimadas da Amazônia, provocadas por associados do agronegócio predatório, destruíram a vegetação, colocam em risco a fauna, as nascentes e a vida dos povos indígenas que habitam a Amazônia. O sítio opendemocracy alerta para o discurso do governo, e do seu entorno, que defende, de forma recorrente, a ocupação da Amazônia para a exploração de minérios e outras commodities, tudo embalado numa suposta defesa da soberania nacional, ameaçada por uma suposta “campanha globalista”, o que justifica o ataque a ambientalistas e aos brasileiros quilombolas e indígenas, estes acusados, inclusive, de constituírem nações estrangeiras em território nacional. Suprema hipocrisia, a serviço do capital e da destruição.

5. O óleo nas 300 praias do nordeste teve investigações mantidas sob sigilo, ações midiáticas da marinha posando de heróis e, de novo, sem resultados, sem soluções e sem providências práticas para a sobrevivência dos milhares de brasileiros que tiravam seu sustento do mar ou das atividades relacionadas ao turismo. Seguem, ao sabor das correntes, vidas humanas em risco, vida marinha em risco.

6. A propósito, em recente visita de fim de ano à base naval de aratu, na Bahia, o síndico teve o cuidado de pescar, conforme divulgou, um peixe de água doce. Peixes inteligentes só para os outros.

7. As discussões sobre o aquecimento global são dignas das mamadeiras de piroca. Coisa de esquerdistas, a fiscalização necessária e insuficiente no país, é chamada de indústria de multa, para justificar o desmantelamento de qualquer política ambiental, e a ocupação criminosa das áreas de preservação ecológica por atividades predatórias. As reservas de energia são generosamente distribuídas. O que em outros países suscitaria grandes embates em torno de um projeto nacional, aqui vai em clima de liquidação tocada pela força-tarefa sob o comando de tchutchuca, do síndico disfuncional e do marreco leigo de Maringá.

Cuidado, 2020! Eles vieram para destruir o planeta!

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