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Dia 2 (367) - Ano 2 - Sob o signo da estagnação

quinta-feira 2 de janeiro de 2020, por Fátima Froes,

Enquanto a fome retorna, os trabalhadores perdem direitos, os postos de trabalho são precarizados, e os dez por cento mais ricos estão cada vez mais ricos

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1. A mídia corporativa fala em crescimento da economia. Crescimento para quem? Enquanto a fome retorna, os trabalhadores perdem direitos, os postos de trabalho são precarizados, e os dez por cento mais ricos estão cada vez mais ricos. Afinal de contas a presença de tchutchuca, o homem da liquidação do país, é para isso.

2. O jornal Brasil de Fato traz uma reportagem com a avaliação do economista Márcio Pochmann, que aponta medidas e ações do governo que oneram a população e precarizam o trabalho:

- A emenda constitucional 95, que impôs teto aos gastos públicos;
- As reformas trabalhista e previdenciária;
- A terceirização irrestrita.

3. Esses três pontos destacados pelo economista colaboram para o crescimento do desemprego, que atinge 12,5 milhões de brasileiros, e da taxa de informalidade entre os trabalhadores ocupados, que chega a 41%.

4. Como poucos brasileiros leem a editoria de economia, os porta vozes do governo tratam a economia como um projeto horoscopista-olavista, como previsões aleatórias e estapafúrdias, que para chegar a algum ponto necessita de torcida. A Folha de S.Paulo comenta que a economia brasileira tem em 2020 o terceiro ano de “agora vai”. E a mídia servil continua a repetir o bordão para a torcida: Agora Vai!!

5. Desconhecemos o conceito de “AGORA” na terra plana, ou pode ser que o “VAI” mereça outras explicações, mas não foi, e tem muito pouca perspectiva de ir. Não tem tempo verbal certo para a economia do país. Segundo Pochmann: “estamos estagnados em um patamar inferior a 2015”. Pelo menos na perspectiva dos trabalhadores, que pagam os custos da crise e do delírio, e que cada vez menos têm condições de pagar as suas contas e as de suas famílias.

6. Na sua luta diária contra o trabalhador a mídia corporativa aliada já acusa dois dias úteis a menos em 2020 como a provável razão dos problemas futuros do país. Dois dias serão, segundo eles, a causa futura de um prejuízo de 4,8 bilhões reais neste ano. Ora, imagina então parlamentares que passam 28 anos cochilando, e administrando verba de gabinete com os filhos, parentes e o motorista? Como quantifica o impacto disso na economia? E as empresas competitivas da indústria nacional que foram inviabilizadas com seus postos de trabalho? Quanto custou isso?

Qual o impacto da fraude nos fundos de pensão?

Diversionismos em alta.

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