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Dia 16 (381) - Ano 2 - Brasil Surreal

quinta-feira 16 de janeiro de 2020, por Fátima Froes,

Fabio Wajngarten, secretário de comunicação e responsável pela distribuição de verbas publicitárias do governo federal, ganha dinheiro de emissoras de televisão, como a Band e a Record, que são beneficiadas por suas decisões" (Jornal Brasil 247).

Imagem: Thiago Lucas

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“Desligar a Globo, no entanto, continua sendo a condição básica para que se possa existir num Brasil real”, Gustavo Conde (Jornal GGN).

1. Com os grupos de whatsapp e outras redes sociais disseminando absurdos e a rede globo confirmando, estamos muito distantes de um país com pensamento crítico, com vínculo com o real. Então, gradativamente, a imprensa corporativa vai se tornando surreal. Depois do transeunte casual fixo para diversas emissoras, temos o secretário de comunicação pago pela imprensa.

2. Para se juntar ao time dos ministros, cada qual no seu crime particular, mais um escândalo no governo Bolsonaro: "o secretário de comunicação, Fabio Wajngarten, responsável pela distribuição de verbas publicitárias do governo federal, ganha dinheiro de emissoras de televisão, como a Band e a Record, que são beneficiadas por suas decisões" (Jornal Brasil 247). Flávio B., o filho que não tem sobrenome, e Queiroz, o motorista com foro privilegiado, fazendo escola. Bom, é claro que o perfeito representante do governo não vai sair. Permanecerá no cargo, com verbas razoáveis para o gasto, 197 milhões apenas para campanhas. Com a imprensa devolvendo troco, a realidade dissolve-se no ar. O ex-capitão, coerente, considera os atos do secretário satisfatoriamente legais.

3. O tratamento grosseiro dedicado à imprensa, em geral, com retiradas bruscas, ordens de "cala a boca", etc. desde a posse há um ano, quando colocou todos os repórteres credenciados em um mini campo de concentração, com dificuldades de acesso até à água e banheiros, tem sido o estilo do governo. Agora sabemos que os privilegiados que recebem tratamento diferenciado possivelmente fazem parte das “rachadinhas”, e as verbas públicas que recebem são parcialmente devolvidas a particulares.

4. Com sérios problemas de incontinência verbal e com devaneios ditatoriais, o síndico disfuncional se permite dizer qualquer coisa a qualquer pessoa, não se importando com a opinião pública, provavelmente porque realmente acredita que a imprensa é um “animal em extinção”, e assim sempre poderá distribuir outra versão pelas redes, e conseguir o apoio dos incautos.

5. Na imprensa internacional as manchetes que avaliam o primeiro ano do desgoverno nos colocam no fundo do poço, ou prá lá da borda da terra plana. “Ganharam destaque a submissão aos Estados Unidos, a destruição do meio ambiente, os escândalos no clã” (sitio Conversa Afiada), e mais um rol de barbaridades que faz com que ao lado do síndico demolidor Trump pareça um intelectual razoável e comedido. Para piorar as coisas e completar o serviço, estão prometidos novos livros didáticos mais “suaves”, e sem muitas letras. Aguardem com terror.

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