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Todxs contra a Intolerância Religiosa!

terça-feira 21 de janeiro de 2020, por Tatiana Scalco - Ciranda Bahia,

Hoje (e todo dia) é dia de Combate!

Imagem: Latuff

Hoje é o dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Ele foi instituído pela Lei Federal nº11.635 em 2007, numa homenagem à Mãe Gilda. A Yalorixá sofreu crime de ódio religioso, que provocou sua morte no final de 1999.

Para relembrar o ocorrido, na Região Metropolitana de Salvador, o dia inicia com um ato em Memória de Mãe Gilda de Ogum, no Parque Metropolitano do Abaeté – Salvador/BA, às 8h. Em seguida, às 10h, ocorrerá uma roda de no Ilê Obatalandê (que fica ao lado do Colégio Viver) na rua Wilsom de A. Santana - Caji – Lauro de Freitas/BA.

Aumento da Intolerância Religiosa e Registro

A intolerância religiosa (ou o seu registro) aumentou exponencialmente nos últimos anos no Brasil. Em 2019, o Sudeste liderou o número de casos de intolerância religiosa no Brasil. Dentre os estados brasileiros, o Rio de Janeiro estava em primeiro lugar, seguido por São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, informou o deputado Helder Salomão (PT-ES) em debate na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal.

Iniciativa para tornar acessível meio de denúncia de Intolerância Religiosa

Simplificar a forma de denunciar atos de racismo, intolerância religiosa e injúria racial foi o motivou o desenvolvimento de um aplicativo chamado Mapa do Racismo pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA). O app foi lançado em 2018 e possibilita, sem burocracia, a denúncia de infrações penais de injúria racial, racismo e intolerância religiosa cometidas na Bahia.

Hoje (21.01.2020), o mapa do racismo baiano registrava 128 denúncias, sendo 54 de racismo, 24 de injúria racial e 50 de intolerância religiosa, na Bahia. O ’Mapa’ foi iniciativa do Grupo de Atuação Especial de Proteção dos Direitos Humanos e Combate à Discriminação (Gedhdis), coordenado pela promotora de Justiça Lívia Vaz, e do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (Caodh), coordenado pela promotora de Justiça Márcia Teixeira. Ele venceu a edição 2019 do Prêmio do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), na categoria comunicação e relacionamento.

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