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Dia 22 (387) - Ano 2 - O sol em linha reta

quarta-feira 22 de janeiro de 2020, por Fátima Froes,

O edital do prêmio nacional de artes direcionado para o totalitarismo cultural embalado numa baboseira supostamente nacionalista, foi cancelado (Jornal Brasil de Fato). Será o país menos nazista?

Imagem: Iotti

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1. Não bastassem os filhos. Não bastassem os agregados milicianos. Não bastasse o motorista com foro privilegiado, temos agora o primeiro irmão. O que faz, sem ter cargo ou mandato, intermediação de verbas federais para municípios paulistas. A contabilidade, por baixo, vai a 110 milhões de reais em um ano de governo. Família acima de tudo (Jornal A Tarde).

2. Ah, mas o que é a vida sem parceiros. In Fux we trust suspendeu por tempo indeterminado a figura do juiz de garantias que não agrada ao ex-juiz. Assim são as ações entre os amigos. Os parças não gostam de poder dividido, querem concentração. Jogam em várias posições e o resultado é decidido antes de começar o jogo.

3. Com tantas negociatas entre parças e famílias, o país vai ampliando a sua desigualdade. Daqueles 192 países existentes, estamos no 60º lugar em termos de mobilidade social. E os 10% mais ricos do país têm um rendimento total superior à soma dos 80% mais pobres (Carta Capital).

4. Na situação que vivemos hoje, um brasileiro que nasce no patamar mais baixo de renda levaria 9 gerações para sair dessa situação e chegar não ao topo, mas à renda média do país. Isso se o mundo fosse linear, se não houvesse tchutchuca destruindo tudo, se não houvesse o teto dos “gastos”, se não houvesse a reforma trabalhista transformando todo mundo em uber.

5. Os fatores que nos colocam em situação tão miserável estariam em cinco diferentes áreas: saúde, educação, tecnologia, trabalho e promoção social. Apenas. No que se refere a aprendizagem estamos à frente de apenas dois dos países mensurados, Geórgia e Bangladesh. E com um ministério da educação que não sabe corrigir provas e odeia a escola pública, em breve teremos toda uma geração analfabeta.

6. O edital do prêmio nacional de artes, de fundamentação nazista, proposto pelo secretario de cultura demitido, e absolutamente direcionado para o totalitarismo cultural embalado numa baboseira supostamente nacionalista, foi cancelado (Jornal Brasil de Fato). Será o país menos nazista? Possivelmente não. Menos explícito, talvez. Vamos aguardar a farsa novelesca com a namoradinha do IV reich, a pensionista do exército, atentos aos capítulos. O ex-capitão recusou um convite para o que é considerado o maior e mais importante evento diplomático da história de Israel, o 5º Fórum Mundial do Holocausto (UOL). Ficamos todos com atenção redobrada aos sinais. O sol, em sua trajetória reta lá na borda da terra plana, já começa a aparecer.

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