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Dia 32 (397) - Ano 2 - Mês novo, vida velha

sábado 1º de fevereiro de 2020, por Fátima Froes,

"No momento em que essa carta está sendo escrita, não há, entre nós, quaisquer casos de contaminação comprovada ou até mesmo sintomas de infecção por coronavírus", afirma outro" (grupo de brasileiros na China).

Imagem: Fred

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1. Começa um novo mês, mas o governo continua velho e deprimente. A necropolítica é a diretriz recorrente.

2. Um grupo de brasileiros na China fez um apelo ao governo para serem retirados do país afetado pelo surto do coronavírus. Diversos países já fizeram evacuação de seus compatriotas para evitar o risco, mas é claro, o presidente do país da necropolítica que vibrou com a humilhação a que Trump submeteu seus concidadãos, ignora.

3. A BBC News Brasil. Publicou uma carta aberta em vídeo feita brasileiros que estão em Wuhan, na China, datada de 30 de janeiro, em que pedem para serem resgatados. Somos ““estudantes e trabalhadores, indivíduos e famílias de brasileiros na China", diz um dos brasileiros no vídeo. "No momento em que essa carta está sendo escrita, não há, entre nós, quaisquer casos de contaminação comprovada ou até mesmo sintomas de infecção por coronavírus", afirma outro. Todos os brasileiros terminam o vídeo dizendo: "Brasil, casa de todos nós"”.

4. Mas, como sempre, quando se trata de salvar vidas, o orçamento não é suficiente. Cabem só alguns. Entre janeiro de 2019 e 5 de dezembro foram 1.470 voos transportando autoridades e mais de 15 mil “caroneiros”. “Apesar de apenas 30 pessoas serem autorizadas a usar aeronaves da FAB, a média de voos é de mais de quatro por dia”. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Mas não é pra qualquer um.

5. Os usos indevidos de voos da FAB incluem desde a bolsofamília indo a festa de casamento, 229 viagens “a serviço” do presidente da câmara, com direito a 2,1 mil “caronas”, 22 viagens internacionais do chanceler da terra plana, até as peripécias e escapadelas na Itália do famoso ex-secretário executivo e ex-assessor ioiô. Se apenas parte desses custos fossem devolvidos aos cofres públicos, já dava pra ajudar a trazer uns brasileiros da China. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, só o deslocamento do ex-secretário executivo para Davos custou aos cofres públicos em torno de 740 mil reais.

6. No país em que os aviões presidenciais transportam cocaína, as pessoas são abandonadas à possibilidade de contaminação e morte em terras distantes.

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