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Dia 55 (420) - Ano 2 - Toma aqui, toma acolá

segunda-feira 24 de fevereiro de 2020, por Fátima Froes,

A escola de samba Mangueira mostrou o recorte de racismo e de exclusão social que o bolso projeto, replicante da extrema-direita fascista, pretende apoiar.

Imagem: reprodução Twitter

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1. O carnaval segue, criticando não só a ocupação do Planalto pelo grupo que está aí, mas também o discurso (falso) fundamentalista que o elegeu. Porque de fundamental, mesmo, temos o pensamento neoliberal-miliciano, o resto é enfeite.

2. Uma das máximas do grupo do ex-capitão, a frase "bandido bom é bandido morto" nomeou uma ala da escola de samba Mangueira (ah, as escolas, sempre as escolas), mostrando o recorte de racismo e de exclusão social que o bolso projeto, replicante da extrema-direita fascista, pretende apoiar. Porque o que se viu é que a frase não serve para os bandidos próximos. A única vez que a bolsofamília veio a público reclamar de um assassinato foi pela morte de um bandido com estreitas relações e altamente homenageado, de forma quase obsessiva, pelos integrantes do grupo. O que, é claro, os coloca a todos sob suspeição, independente dos discursos inflamados dirigidos à plateia, porque é necessário entender a quem mesmo poderia interessar essa morte.

3. Ver milicianos heróis, a violência das polícias militares estaduais, os generais obscuros, de pijamas ou não, colocados na direção do país, passarem pelo crivo implacável do carnaval, deixa muito óbvio que não é por falta de senso crítico que não nos movemos.

4. Mas como diz a nossa brilhante Elza Soares, “não adianta mandar o cara tomar aqui, tomar ali. O negócio é ir pra rua” (Revista Fórum).

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