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Dia 98 (463) - Ano 2 - Limpinhos e cheirosos - Parte I

terça-feira 7 de abril de 2020, por Fátima Froes,

No dia nacional da Saúde, casos do coronavírus aumentam exponencialmente. Enquanto isso, temos grupos inteiros da população morando na rua em condições precárias e prédios públicos desocupados seguem fechados e não aproveitados como abrigos no outono das chuvas.

Imagem: Fred

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1. Ironicamente chegamos ao Dia Nacional da Saúde, com um aumento exponencial de casos de coronavírus, sem ampliação da rede de atendimento, sem o retorno dos médicos cubanos e com nossos profissionais trabalhando sem proteção adequada.

2. Enquanto temos grupos inteiros da população morando na rua e em condições precárias, prédios públicos desocupados seguem fechados e não são aproveitados para abrigo no outono de chuvas. O valor da vida amesquinhado, apesar de todo discurso hipócrita.

3. O agente laranja quer o monopólio da hidroxicloroquina do mundo, e ameaça retaliação. Totalmente tomado pelo espírito miliciano da extrema direita, pretende combater dessa forma a crise sanitária que torna o seu país o epicentro do coronavírus no planeta terra. Apesar de não haver testes suficientes para a droga, o agente e seus associados têm interesses financeiros particulares no controle desse mercado. Sua família supostamente é acionista de empresa do ramo (Jornal GGN). Afinal, o que é uma crise diante da possibilidade de bons negócios? Estrategicamente arregimenta integrantes da extrema direita no mundo para serem garotos-propaganda a seu serviço. Aqui temos os nossos.

4. O país do arrogante agente laranja tem agora uma ilha inteira, só em Nova Iorque, para enterrar seus mortos. São mais de duzentos por dia. Essa deve ser a meta que almejam os correligionários locais. Em São Paulo, nosso epicentro, 1.400 funcionários dos hospitais estaduais são afastados por coronavírus. Já estamos no estágio de pandemônio.

5. Nesses tempos de tantas mazelas, passa quase ofuscado pelo coronavírus o acordo assinado na segunda-feira (6) pela empresa Ecovias em que reconhece o pagamento de propinas, que possivelmente chegam à casa dos bilhões de reais, pagas aos governos paulistas de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin (Jornal Brasil 247). Também foram para segundo plano os esquemas da bolsofamília com a milícia. Em quarentena.

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