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Dia 106 (470) - Ano 2 - O coringa verde e amarelo

quarta-feira 15 de abril de 2020, por Fátima Froes,

Em editorial de 14 de abril , o The Washington Post classifica o capitão como “de longe, o caso mais grave de improbidade” do planeta, pelas suas atitudes em relação à saúde da população brasileira

Imagem: Benett - Facebook

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1. O que mantém o bolsofascismo vivo é a capacidade que tem de usar o chicote contra a classe trabalhadora. Misto de elite-trombadinha-escravocrata com a milícia do capital, com seus tentáculos com o supremo com tudo, avança como um vampiro sobre cada direito do trabalhador, sobre cada legalidade. Sua representação no legislativo conseguiu formar maioria e passar a destrutiva carteira verde-amarela, e precarizar, também, o suposto trabalho formal.

2. As centrais sindicais traduzem as medidas como bolsa-patrão. Contratação de pessoas de 18 a 29 anos, pessoas com mais de 55 anos e mais de 12 meses sem emprego e trabalhadores rurais, sem direitos trabalhistas básicos e com teto salarial de R$1.567,50 (Brasil de Fato). Enfim, quanto maior a crise, mais se locupleta a elite.

3. Esse cenário aterrador se estabelece enquanto nossas vítimas da covid-19 chegam a 200 mortos por dia, por dois dias seguidos, em números oficiais. No seu editorial de 14 de abril o jornal estadunidense The Washington Post, que deve ser um jornal comunista, classifica o capitão como, “de longe, o caso mais grave de improbidade” do planeta, pelas suas atitudes em relação à saúde da população brasileira (Estadão).

4. Parece que o preposto da saúde será definitivamente demitido, mais uma vez. É possível que, na falta de outros aventureiros que aceitem colocar a mão nessa cumbuca, o indicado para substituí-lo seja o marreco coringa.

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