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Dia 114 (478) - Ano 2 - Ordem do dia

quinta-feira 23 de abril de 2020, por Fátima Froes,

O síndico ataca e o marreco contra-ataca. E assim seguimos. E assim vão os dois, em plena pandemia, brincando de cabo de guerra

Imagem: Vitor Teixeira - Facebook

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1. Enquanto o país dissolve, o capitão está muito ocupado com sua própria família. O bolsofilho príncipe regente estava incomodado com os riscos postos por uma investigação insistente de uma ala da PF (Jornal GGN). Porque as investigações seguem assim, em alas. Uma ala rebelde que não diz sim, senhor, diz apenas sim, tenta criar autonomia. O síndico ataca e o marreco contra-ataca. E assim seguimos. E assim vão os dois, em plena pandemia, brincando de cabo de guerra. Vou, não vou, não quero, não faço, faço, sim. Pediu, não pediu, fica não fica. Foi o centrão que pediu, foi o príncipe regente franco atirador, não, foi o outro, o das “rachadinhas”. Pode ser.

2. E nas bordas desse joguinho, a vida dos brasileiros vai sendo tratada de forma errática. Como era de se esperar, a segunda parcela do auxílio emergencial aos trabalhadores foi suspensa por falta de recursos, porque o dinheiro vai para os bancos, e para o cartão corporativo, é claro. Quem acostuma a viver de “rachadinha”, é incapaz de perceber o que é um país e o papel de um governo.

3. Batemos novo recorde e tivemos 407 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas (Jornal Brasil de Fato). Talvez ainda longe das metas estabelecidas pelo síndico disfuncional. O total de mortos hoje é de 3.313, com quase 50 mil casos confirmados. Mesmo com a subnotificação os números já são extremamente elevados. Estudos mostram que a nossa curva de mortes está mais acentuada, para um mesmo período, que a de países como a Espanha, que hoje soma mais de 22.000 mortes (Carta Capital). O governo federal insiste e vários estados anunciam medidas de relaxamento do isolamento social, o que inclui a reabertura de shopping, com multidão aglomerada e aplausos. A ampliação ou construção de novos cemitérios está na pauta das prefeituras do brasil.

“[…] aquela aparente desordem que é, na verdade, o mais alto grau de ordem burguesa.” (Dostoievski em Londres, 1862)

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