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Dia 121 (485) - Ano 2 - O bolsovírus

quinta-feira 30 de abril de 2020, por Fátima Froes,

Qual a razão para um chefe de estado, que não tem se furtado ao contato direto com seus eleitores, esconder o resultado dos seus exames e transformar isso em uma disputa de poder?

Imagem: Ribs - Facebook

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1. Durante a ditadura militar havia médicos para atestarem o impossível de ser atestado. Eles tinham esse desprezível papel de romper qualquer princípio ético e qualquer compromisso com a verdade para estarem ao lado dos corruptos militares acobertando os seus crimes onde havia tortura, onde havia morte. Assim, os suicídios proliferavam, como nos casos do jornalista Vladimir Herzog e do metalúrgico Manoel Fiel Filho.

2. A falta de ética e de princípios pode se manifestar em qualquer profissão ou esfera de poder, como já assistimos diariamente, lembrando aqui as revelações do The Intercept Brasil, de como juízes e procuradores podem combinar e encenar suas ações no interesse das suas carreiras, então somos obrigados a refletir sobre a não apresentação dos resultados dos exames para diagnóstico de coronavírus efetuados pelo síndico disfuncional, o genocida que ocupa o planalto.

3. De acordo com o jornal 247, a juíza Ana Lúcia Petri Betto decidiu que o documento enviado pela AGU não atende à determinação judicial emitida anteriormente e estabeleceu um prazo de 48 horas para que o capitão entregue à Justiça os laudos de todos os exames realizados para verificar se foi contaminado ou não pelo novo coronavírus.

4. Por que negar publicidade a um simples exame de laboratório em pessoa que ocupa cargo público? Ainda mais se testou negativo? Qual a razão para um chefe de estado, que não tem se furtado ao contato direto com seus eleitores, esconder o resultado dos seus exames e transformar isso em uma disputa de poder?

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