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Dia 127 (491) - Ano 2 - O Milagre

quarta-feira 6 de maio de 2020, por Fátima Froes,

O empenho com a morte é tão grande, que o governo atua para eliminar os seus próprios seguidores

Imagem: Ed Carlos - Facebook

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1. O dia foi marcado pelo recorde de 614 óbitos por covid-19 em 24 horas, o que nos leva a um total de 8.535 mortes, nos números oficiais. Embora saibamos que com a quantidade de testes que são feitos, esse número dificilmente reflete a quantidade real.

2. O projeto de extermínio da classe trabalhadora vai de vento em popa. A proposta está na mesa e é defendida sem pudor com agressões e carreatas. É a solução final pretendida para a mão de obra excedente, pequenos agricultores, população indígena, população negra, mulheres, idosos, deficientes, doentes, e vulneráveis de qualquer natureza.

3. Dois meses depois do primeiro caso de morte no país, o suposto gestor da saúde, ainda começa a pensar no que fazer. Aparentemente para ele a morte também é projeto, seguindo o seu capitão. “Vai ter lugar em que o lockdown é necessário, vai ter lugar em que eu vou poder pensar em flexibilização. O que eu preciso é que a gente pare de tratar isso de uma forma radical, até pra que a gente tenha a tranquilidade de poder implementar as medidas em cada lugar do país onde a melhor coisa vai ser feita naquela situação” (Jornal Brasil 247). Acontece que, conforme decisão do STF, essa já é uma atribuição de prefeitos e governadores, que têm autonomia para regulamentar as medidas de isolamento e de combate ao coronavírus (Agência Senado).

4. O empenho com a morte é tão grande, que o governo atua para eliminar os seus próprios seguidores. Tem circulado na internet notícias que dão conta de mortes de vários bolsoapoiadores nesses dias. São artistas, médicos, empresários e religiosos que de diversas formas minimizaram o risco, responderam aos estímulos, e foram de livre e espontânea vontade ao encontro de um fim que poderia, talvez, ter sido evitado. E há o caso do prefeito de Duque de Caxias que, além de ser contra o isolamento social, defendeu que as igrejas ficassem abertas porque seria de lá que viria a cura. Foi diagnosticado com covid-19, não quis arriscar ser tratado nos templos, passou 13 dias internado em um hospital, assistido por pelo menos um cardiologista e um pneumologista, e teve alta (O Globo). Graças a deus.

#ForaBolsonaro! #ForaGenocida!

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