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	<title>Ciranda</title>
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		<title>Ciranda</title>
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		<title>Mar&#231;o: mulheres negras em cenas afirmativas!</title>
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		<dc:date>2013-03-24T23:57:08Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Simone Ricco</dc:creator>



		<description>&lt;p&gt;A&#231;&#245;es de mulheres negras em mar&#231;o: m&#234;s do dia internacional da mulher e da luta contra a discrimina&#231;&#227;o racial.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="http://www.ciranda.net/rubrique58.html" rel="directory"&gt;FSM 2012/2013&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L150xH100/arton6970-ea510.jpg&quot; width='150' height='100' style='height:100px;width:150px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_chapo'&gt;&lt;p&gt;Mar&#231;o, m&#234;s f&#233;rtil! Traz no calend&#225;rio muitas datas, come&#231;ando com o oito de mar&#231;o, Dia Internacional da Mulher. E, para come&#231;o de conversa, elas assumiram a cena, deram seu recado de resist&#234;ncia e tocaram suas lutas nas artes ou simplesmente na arte de viver sendo mulher.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Foto: http://http://elo-da-corrente.blogspot.com.br/2012/03/sarau-elo-da-corrente-recebe-capulanas.&lt;i&gt;html&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_7244 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH667/426276_506630269348363_2065031414_n-91a20.jpg' width='500' height='667' alt=&quot;&quot; style='height:667px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sobre ser mulher, negra e atriz, Fernanda Dias tem muito a dizer. A partir da forma&#231;&#227;o teatral em 1999, participou de v&#225;rios espet&#225;culos, alguns trabalhos de publicidade e filmes. Com a Cia de Teatro Os Ciclom&#225;ticos, faz parte da batalha pelo fortalecimento da atividade teatral na Zona Norte da cidade. Atuando em uma companhia que insere tra&#231;os da matriz cultural africana na cena carioca, Fernanda Dias &#233; uma atriz afro-brasileira que constr&#243;i seu lugar na cena teatral nacional e vivencia experi&#234;ncias internacionais como o FESTEP - Festival Internacional e Performance em Chancay, no Peru. Por conta deste trabalho fez um interc&#226;mbio com grupos da Bol&#237;via, Argentina, Peru e outros pa&#237;ses. Nessas trocas culturais, Fernanda percebeu aspectos que demonstram a resist&#234;ncia da arte na Am&#233;rica Latina,como tamb&#233;m a resist&#234;ncia de tra&#231;os da combatida submiss&#227;o feminina: &#8220;garra e dedica&#231;&#227;o com que aquelas pessoas que organizam o festival, o amor que eles tem pela arte, &quot;n&#227;o tem pre&#231;o&quot;. As mulheres se mant&#233;m no lugar que os homens determinam, antes de qualquer frase, tem a palavra proibi&#231;&#227;o, proibi&#231;&#227;o na roupa, no modo de se comportar, nas palavras...em tudo&quot;.
De volta ao contexto brasileiro, Fernanda aborda a experi&#234;ncia como atriz, mulher e negra em pa&#237;s que nega racismo: acredito que crescemos com imagens brancas e s&#227;o tantas que nos colocam em in&#233;rcia sem a capacidade racional de lutar e ocupar o espa&#231;o desejado. A todo momento somos bombardeados com imagens de negros em pap&#233;is de empregados, bandidos. &#201; a 4&#176; guerra mundial que est&#225; instalada e, &#233; silenciosa, munida de mensagens subliminares a favor do racismo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_7243 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH331/fernada-a3079.jpg' width='500' height='331' alt=&quot;&quot; style='height:331px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Envolvida em a&#231;&#245;es pessoais e profissionais que procuram anular estereotipias contidas em tais mensagens, Fernanda estreita sua rela&#231;&#227;o com a cultura afro-brasileira. Nesse sentido, foi decisiva a experi&#234;ncia de pisar o continente africano com sua arte apresentada no III Festival Mundial de Artes Negras, realizado em Dezembro de 2010, em Dakar. Fortalecida em sua identidade afro-brasieira, Fernanda Dias &#233; uma refer&#234;ncia positiva para as plat&#233;ias e para as jovens atrizes afro-brasileiras que participam de oficinas ministradas por esta atriz que afirma seu talento e engajamento na luta anti-racismo.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_7240 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/IMG10283-6a815.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para marcar o dia de luta contra a discrimina&#231;&#227;o racial, o 21 de mar&#231;o trouxe Il&#233;a Ferraz &#224; cena, apresentando seu trabalho &#8220;O cheiro da feijoada&#8221;. Dividindo o palco com o percusionista Fabio Sim&#245;es Soares, Il&#233;a multiplicou belos momentos musicais com sua interpreta&#231;&#227;o madura, marcada pelo dom&#237;nio precioso da voz e dos v&#225;rios personagens. Como &#233; comum aos grandes contadores de hist&#243;rias, Il&#233;a enriquece a narrativa simples sobre a presen&#231;a negra na forma&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o brasileira. Temperada pelo resgate de sambas de raiz e ritmos afro-brasileiros, a feijoada atinge o ponto e delicia por seu cheiro de cultura afro-brasileria.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_7245 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/capulanas-37fad.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No dia seguinte, as artistas/ pesquisadoras da Cia. Capulanas Arte Negra trouxeram seus cantos e falas para o Griotagem. O encontro de pretos e pretas na UERJ permitiu compartilhar o processo de cria&#231;&#227;o dos espet&#225;culos nos quais a companhia recolhe jongos, cantos e contos que circulam pela periferia de S&#227;o Paulo, dando voz e visibilidade para hist&#243;rias populares esquecidas em nossa hist&#243;ria. Intercalando n&#250;meros musicais e falas, as integrantes contaram que, a partir deste processo de recolha de relatos na periferia, a companhia prepara um interessante trabalho sobre a sa&#250;de da mulher negra, intitulado Sangoma.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_7239 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L320xH480/raqueltrindade-53fa8.jpg' width='320' height='480' alt=&quot;&quot; style='height:480px;width:320px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nesta vinda ao Rio de Janeiro, a Cia. Capulanas apresenta cenas de trabalhos elaborados a partir do resgate da arte iniciada por Solano Trindade e continuada por sua filha Raquel Trindade (na foto acima), hoje, uma mais velha ativa e respeitada. Para as novas gera&#231;&#245;es, Raquel &#233; fonte de saber e fortalecimento da cultura afro-brasileira moldada no s&#233;culo XXI, com proposta de moldar uma identidade afrodescendente em meio ao branqueamento que insiste em atuar no cen&#225;rio art&#237;stico.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_7249 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH332/LiaVieira-2-a59a3.jpg' width='500' height='332' alt=&quot;&quot; style='height:332px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A &#250;ltima semana de mar&#231;o nos traz o dia 25, Dia internacional em mem&#243;ria das v&#237;timas de escravatura e do com&#233;rcio transatl&#226;ntico de escravos. Nesta data cabe um relato dessas a&#231;&#245;es libert&#225;rias constru&#237;das com arte por mulheres. De uma dessas cria&#231;&#245;es retiro a frase &#8220;S&#243; as mulheres sangram&#8221;, t&#237;tulo do novo livro de Lia Vieira (foto acima), e afirma&#231;&#227;o da capacidade feminina de emprestar seu sangue ao nascimento de novos seres e continuidade das pr&#225;ticas promotoras da erradica&#231;&#227;o dos preconceitos de g&#234;nero e etnia.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Ler e conhecer &quot;Mulheres negras fazendo hist&#243;ria&quot;.</title>
		<link>http://www.ciranda.net/article6852.html</link>
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		<dc:date>2013-01-30T02:31:15Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Simone Ricco</dc:creator>



		<description>&lt;p&gt;Lan&#231;ada publica&#231;&#227;o que d&#225; visibilidade a escritas e viv&#234;ncias de mulheres negras no decorrer da hist&#243;ria brasileira.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="http://www.ciranda.net/rubrique58.html" rel="directory"&gt;FSM 2012/2013&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L150xH113/arton6852-80c4e.jpg&quot; width='150' height='113' style='height:113px;width:150px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_chapo'&gt;&lt;p&gt;Chega ao p&#250;blico uma revista que permite escrever e fazer ver aspectos presentes na trajet&#243;ria de mulheres negras brasileiras.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Ao fim do primeiro m&#234;s de 2013, come&#231;a a circular a revista Mulheres negras fazendo hist&#243;ria. O lan&#231;amento foi feito na noite do dia 29, em uma roda de conversa que promoveu a troca de experi&#234;ncias entre alguns dos autores de artigos e convidados.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na roda organizada pela ONG Criola estavam mulheres negras atuantes em diferentes &#225;reas, nas quais ingressaram ap&#243;s passar por semelhante ritual de questionamentos que se imp&#245;em no percurso das afro-brasileiras. Abrindo a noite, Jos&#233; Marmo da Silva (na foto abaixo) apresentou a publica&#231;&#227;o e seu intuito de vir a ser um espa&#231;o para veicula&#231;&#227;o de reflex&#245;es e experi&#234;ncias protagonizadas por mulheres negras.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nesta edi&#231;&#227;o, assinam artigos Thiago Ansel e Adailton Moreira Costa, estudiosos de aspectos presentes em diversos percursos tra&#231;ados por mulheres negras dedicadas a religi&#245;es de matriz africana. Os outros trabalhos deste n&#250;mero s&#227;o assinados por Luciane O. Rocha, Sandra Almada e Concei&#231;&#227;o Evaristo, autoras de artigos que falam, respectivamente, sobre a rela&#231;&#227;o entre mulher negra e viol&#234;ncia urbana no Rio de Janeiro, representa&#231;&#245;es sociais da mulher negra e escreviv&#234;ncias de mulheres negras no decorrer da vida liter&#225;ria brasileira.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_7183 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/IMG10251-74b2f.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Presentes, Adailton e Concei&#231;&#227;o falaram sobre seus trabalhos, abrindo espa&#231;o para interlocu&#231;&#245;es vindas de L&#250;cia Xavier, como tamb&#233;m para o relato da m&#233;dica Cida, da atriz D&#233;bora Almeida (na foto acima), da pedagoga D&#243;ris Barros, da educadora Denise Di&#225;spora e demais presentes.
&lt;span class='spip_document_7184 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/IMG10247-ce56b.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;
O encontro festejou o surgimento de uma publica&#231;&#227;o criada para compartilhar vozes e relatos que fortalecem a identidade das mulheres afro-brasileiras e d&#227;o visibilidade &#224; participa&#231;&#227;o deste segmento da popula&#231;&#227;o brasileira na forma&#231;&#227;o e escrita de nossa hist&#243;ria.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Thaira Zoabi relata a hist&#243;ria e a luta do povo palestino</title>
		<link>http://www.ciranda.net/article6839.html</link>
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		<dc:date>2013-01-17T16:41:40Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Cl&#237;cea Maria Miranda, Gal Souza, Simone Ricco</dc:creator>



		<description>&lt;p&gt;Ativista independente, relatou aspectos relevantes da resist&#234;ncia palestina e enfatizou a import&#226;ncia da solidariedade internacional para combater os crimes contra os povos sem estado.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="http://www.ciranda.net/rubrique58.html" rel="directory"&gt;FSM 2012/2013&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L150xH113/arton6839-7ff44.jpg&quot; width='150' height='113' style='height:113px;width:150px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Em roda de conversa organizada pela Ciranda Internacional da Comunica&#231;&#227;o Compartilhada e realizada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Thaira Zoabi falou sobre a Palestina, enfatizando a import&#226;ncia hist&#243;rica, pol&#237;tica e econ&#244;mica do seu territ&#243;rio, uma das atuais na&#231;&#245;es sem Estado. As palavras da jovem acrescentaram conhecimentos aos que l&#225; estiveram. Resumiremos aqui alguns pontos desta roda de conversa que teve participa&#231;&#227;o do cientista pol&#237;tico Marcio Andr&#233; Santos, da professora Mailsa Passos e do cartunista Carlos Latuff, autor de charges que exercem forte apelo cr&#237;tico e conscientiza&#231;&#227;o sobre quest&#245;es palestinas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ativista desvinculada e avessa &#224; pol&#237;tica partid&#225;ria, Thaira relatou acontecimentos que configuram o racismo sofrido por Palestinos de origem &#193;rabe. Os relatos trazidos promoveram uma vis&#227;o panor&#226;mica do passado e presente dos palestinos, implicados com perda ostensiva de territ&#243;rio e direitos retirados pelos ocupantes israelenses. As experi&#234;ncias e dados hist&#243;ricos abordados na roda de conversa ajudaram a compreender as complexas rela&#231;&#245;es estabelecidas em virtude da ocupa&#231;&#227;o colonialista do Estado de Israel, desde o final dos anos 1940.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A mobiliza&#231;&#227;o de mulheres foi apontada como importante eixo de resist&#234;ncia, sendo, por isso, alvo de pesada repress&#227;o. Por conta da participa&#231;&#227;o em atividades organizadas por grupos femininos de apoio &#224; Palestina Livre, Thaira foi presa. A passagem pela pris&#227;o permitiu a ela conhecer as torturas f&#237;sicas e psicol&#243;gicas infringidas aos detidos, em especial contra os ativistas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Uma das quest&#245;es levantadas por Thaira foi a import&#226;ncia de diferentes formas de colabora&#231;&#227;o com a causa da Palestina livre, afinal, liberdade &#233; uma luta de todos. Na opini&#227;o dela, cada um deve se perguntar: como posso ajudar a Palestina? E, a partir da resposta, desenvolver a&#231;&#227;o em sua &#225;rea de atua&#231;&#227;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Um dos pontos destacados foi a import&#226;ncia da solidariedade. Para a jovem, a rede tem grande import&#226;ncia na circula&#231;&#227;o de informa&#231;&#245;es esclarecedoras sobre as lutas palestinas, sendo poderoso ve&#237;culo para sensibilizar pessoas fora da Palestina e denunciar absurdos naturalizados naquele territ&#243;rio. Por compartilhar desta vis&#227;o, colaboradoras da Ciranda Afro promoveram o encontro do p&#250;blico carioca com Thaira Zoabi, em cujo depoimento reconhecemos aspectos presentes nas lutas travadas no Brasil contra viol&#234;ncias motivadas por quest&#245;es de g&#234;nero, etnia e diverg&#234;ncias pol&#237;tico-ideol&#243;gicas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Como frisou Thaira, fazendo uso de seu aprendizado da l&#237;ngua portuguesa: estamos juntos! Nossa solidariedade n&#227;o &#233; somente pela causa da Palestina, mas por todos aqueles, em qualquer parte do mundo, que s&#227;o vitimas do imperialismo e do capitalismo, por todos aqueles cujos processos pol&#237;ticos e a viol&#234;ncia destroem a cidadania e a humanidade.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Por uma Palestina livre e sem racismo!</title>
		<link>http://www.ciranda.net/article6830.html</link>
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		<dc:date>2013-01-14T16:41:02Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Cl&#237;cea Maria Miranda, Gal Souza, Simone Ricco</dc:creator>



		<description>&lt;p&gt;Na pr&#243;xima quarta - feira faremos uma roda de conversa com Thaira Zoabi na Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ&lt;/p&gt;

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&lt;a href="http://www.ciranda.net/rubrique58.html" rel="directory"&gt;FSM 2012/2013&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L150xH149/arton6830-edc95.jpg&quot; width='150' height='149' style='height:149px;width:150px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Nascida em Nazar&#233;, Thaira vive em Haifa, nos territ&#243;rios de 48 (&#233; como chamamos a regi&#227;o onde hoje &#233; Israel). Os palestinos como ela, que vivem nessa &#225;rea da Palestina hist&#243;rica, s&#227;o considerados cidad&#227;os de segunda ou terceira classe, sendo amplamente discriminados, n&#227;o tendo os mesmos direitos que os cidad&#227;os judeus (j&#225; que &#233; um estado judeu). S&#227;o 1,5 milh&#227;o de palestinos nessa situa&#231;&#227;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Thaira &#233; ativista independente, ou seja, n&#227;o &#233; ligada a nenhum movimento ou partido. Participa de v&#225;rios comit&#234;s e veio ao Brasil com a delega&#231;&#227;o da juventude palestina para participar do F&#243;rum Social Mundial Palestina Livre em Porto Alegre, entre 28 de novembro e 1 de dezembro. Ficar&#225; tr&#234;s meses e deseja visitar assentamentos do MST.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Data: Quarta-feira, 16 de janeiro, &#224;s 14h.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Local: UERJ/ Educa&#231;&#227;o, sala 12.124/F&lt;/p&gt; &lt;p&gt; A Thaira n&#227;o fala portugu&#234;s e sua palestra ser&#225; em ingl&#234;s. Portanto, ser&#227;o bem vindos volunt&#225;rios para realizar a tradu&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Protagonismo das comunidades na II Mostra de Arte das Favelas 2012</title>
		<link>http://www.ciranda.net/article6565.html</link>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Simone Ricco</dc:creator>


		<dc:subject>Arte e Cultura </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;M&#250;sica, poesia, grafite e outras linguagens art&#237;sticas reunidos em uma mostra da produ&#231;&#227;o cultural de diferentes comunidades cariocas.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="http://www.ciranda.net/rubrique15.html" rel="directory"&gt;BRASIL&lt;/a&gt;

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&lt;a href="http://www.ciranda.net/mot162.html" rel="tag"&gt;Arte e Cultura &lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;No feriado de 12 de outubro, fazedores de arte nas comunidades cariocas ocuparam Santa Cruz com apresenta&#231;&#245;es de m&#250;sica, teatro, dan&#231;a e debates realizados no CIEP local e na Casa da Rua do Amor.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_6745 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH106/fachada-3b346.jpg' width='500' height='106' alt=&quot;&quot; style='height:106px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#218;ltimo bairro do Rio, Santa Cruz foi ponto de encontro para artistas que desenvolvem seus trabalhos em contextos pouco enfocados pela m&#237;dia, atendendo a popula&#231;&#245;es privadas de espa&#231;os de cultura e lazer. Artistas da regi&#227;o trocaram experi&#234;ncias com grafiteiros, m&#250;sicos, atores, diretores, capoeiristas, produtores de artes visuais e artistas criativos de outras &#225;reas na mostra organizada por Vicente Pereira Jr., da produtora Becos e Vielas. Para garantir o registro da atividade, a Meldro produtora de &#225;udio visual capturou imagens da circula&#231;&#227;o de arte e cultura em seu territ&#243;rio.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Artistas de Santa Cruz, o poeta Ademir Lamego e o ator/m&#250;sico Leonardo Brasil foram parceiros na organiza&#231;&#227;o desta edi&#231;&#227;o da Mostra 2012, empreendendo a produ&#231;&#227;o cultural na comunidade do Saquassu e preparando a Casa da Rua do Amor para receber p&#250;blico e artistas como os do Grupo Teatral Gente Estranha no Jardim, de S. Jo&#227;o de Meriti; Bonde da Cultura, do Morro Jorge Turco; Grupo Teatro na Laje, da Vila Cruzeiro e a equipe de grafiteiros comandada por Bruno Zagri e Leandro Tick, de Manguinhos e Tabajara. A arte dos grafiteiros criou uma nova fachada para a Casa da Rua do Amor, Centro de Artes que atua no Saquassu.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_6743 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/darci_e_tl-f116e.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;
Darci Tomelin e Teatro na Laje.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Formado nas oficinas art&#237;sticas da Casa da Rua do Amor, o ator Darci Tomelin considera que &quot;o evento prova a for&#231;a que a arte tem, juntando zona oeste, zona sul, leste, norte, baixada e outros tantos lugares desse nosso enorme Rio de Janeiro que se torna pequeno para tantos artistas, at&#233; porque n&#243;s da comunidade ou favela como preferir, somos a maioria. E o evento ser sediado em Santa cruz, um lugar considerado &quot;mito&quot; por alguns tantos que n&#227;o conhecem e outros que nunca sequer ouviram falar, &#233; sem duvidas um acontecimento que move as pessoas, tanto os de fora como os da regi&#227;o. Para n&#243;s da Casa da Rua do Amor, que sempre estamos tentando fazer e trazer um pouco mais de cultura para a comunidade &quot;querente&quot; da arte, do novo, essa troca &#233; de balan&#231;ar as estruturas, at&#233; porque estamos sem patroc&#237;nio e essa Mostra veio na hora boa, pois nossos moradores puderam sentir e ver a casa de portas abertas, oferecendo lazer e a cultura sempre em falta na regi&#227;o. Isso &#233; maravilhoso!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os trabalhos apresentados resultam da organiza&#231;&#227;o dos artistas que expressam sua arte a partir das comunidades, produzindo material que enriquece a diversidade cultural carioca.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Registros do Semin&#225;rio Nacional de Comunica&#231;&#227;o e Cultura 2012</title>
		<link>http://www.ciranda.net/article6501.html</link>
		<guid isPermaLink="true">http://www.ciranda.net/article6501.html</guid>
		<dc:date>2012-09-19T18:37:49Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Simone Ricco</dc:creator>


		<dc:subject>&lt;span lang='it'&gt;Comunica&#231;&#227;o&lt;/span&gt;</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Algumas falas e quest&#245;es abordadas no Semin&#225;rio que reuniu representantes governamentais, fazedore(a)s de cultura e comunica&#231;&#227;o na troca de conceitos e ideias que auxiliem na formula&#231;&#227;o de propostas para as pol&#237;ticas p&#250;blicas na cultura e comunica&#231;&#227;o.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="http://www.ciranda.net/rubrique15.html" rel="directory"&gt;BRASIL&lt;/a&gt;

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&lt;a href="http://www.ciranda.net/mot46.html" rel="tag"&gt;&lt;span lang='it'&gt;Comunica&#231;&#227;o&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L150xH113/arton6501-d3226.jpg&quot; width='150' height='113' style='height:113px;width:150px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Representantes de diferentes movimentos sociais, de organiza&#231;&#245;es n&#227;o governamentais ligadas aos segmentos art&#237;sticos, de comunidades tradicionais, ativistas da comunica&#231;&#227;o compartilhada e membros do governo federal estiveram reunidos no Rio de Janeiro, nesta ter&#231;a-feira, 18 de setembro, durante o Semin&#225;rio Nacional de Indica&#231;&#227;o de Pol&#237;ticas P&#250;blicas para Cultura e Comunica&#231;&#227;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_6626 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH258/DSC01557-aa6ec.jpg' width='500' height='258' alt=&quot;&quot; style='height:258px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Com o encontro, o Minist&#233;rio da Cultura prop&#244;s levantar propostas para serem integradas ao Programa Comunica Diversidade, idealizado para pensar estrat&#233;gias, a&#231;&#245;es e metas para o Plano Nacional de Cultura, atendendo especificamente a Meta 45.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No decorrer de duas mesas apresentadas no Pal&#225;cio Gustavo Capanema, fazedore(a)s de cultura , comunicadore(a)s populares e representantes de &#243;rg&#227;os p&#250;blicos ligados &#224; cultura e comunica&#231;&#227;o apresentaram quest&#245;es presentes no exerc&#237;cio de atividades que interligam comunica&#231;&#227;o e cultura, para as quais s&#227;o de grande import&#226;ncia a aprova&#231;&#227;o do marco regulat&#243;rio da comunica&#231;&#227;o e a defini&#231;&#227;o de estrat&#233;gias de fomento e democratiza&#231;&#227;o da cultura durante a rec&#233;m iniciada gest&#227;o de Martha Suplicy no Minist&#233;rio da Cultura.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na mesa da manh&#227;, o destaque foi para as falas do secret&#225;rio Sergio Mamberti e da representante da EBC, Berenice Mendes. Para ambos, o momento de transi&#231;&#227;o vivido na pasta da cultura &#233; prop&#237;cio &#224; express&#227;o de opini&#227;o daqueles que trabalham com cultura e comunica&#231;&#227;o, enfrentando na pr&#225;tica os entraves causados por indefini&#231;&#245;es que podem ser ajustadas com a montagem do Plano Nacional de Cultura. A secretaria de cultura e a EBC ressaltaram o interesse em ampliar o protagonismo de agentes representantes da diversidade e daqueles que produzem conte&#250;do fora da grande m&#237;dia. Berenice Mendes frisou a necessidade de reforma do sistema de comunica&#231;&#227;o, contextualizou o processo vivido, abordando o perfil diferenciado da comunica&#231;&#227;o p&#250;blica e a necessidade de capacita&#231;&#227;o de agentes para seu exerc&#237;cio. Ela colocou a EBC &#224; disposi&#231;&#227;o da Secretaria para colabora&#231;&#227;o em diferentes a&#231;&#245;es necess&#225;rias para efetivar as reformas no sistema de comunica&#231;&#227;o brasileiro, destacando ser cada vez maior &#8220;a interfer&#234;ncia da comunica&#231;&#227;o no processo cultural&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_6630 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/DSC01585-ef31a.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Da plateia vieram questionamentos pontuais sobre os crit&#233;rios da SECON para concess&#227;o de verba para publicidade de sites e portais, den&#250;ncias de apreens&#245;es de equipamentos e viol&#234;ncia contra r&#225;dio-amadores. Recebidas como novidade pelo Secret&#225;rio Mamberti, as quest&#245;es foram consideradas como algo a ser comunicado &#224; nova gest&#227;o do Minist&#233;rio, junto com as propostas geradas na Oficina, da qual participam os presentes da plat&#233;ia.
&lt;span class='spip_document_6627 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/DSC01565-dea36.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_6628 spip_documents spip_documents_right' style='float:right; width:500px;'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/DSC01559-fea44.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;
Denominado &#8220;falas inspiradoras&#8221;, o momento seguinte foi moderado por Carlos Alberto Almeida (Diretor da Telesur) e teve Roseli Goffman (Secret&#225;ria Geral do F&#243;rum Nacional pela Democratiza&#231;&#227;o da Comunica&#231;&#227;o) e Antonio Martins (Editor do site Outras Palavras) como figuras convidadas a abordar os desafios da promo&#231;&#227;o ao direito &#224; comunica&#231;&#227;o e os desafios do exerc&#237;cio necess&#225;rio para express&#227;o da diversidade cultural nas m&#237;dias.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_6629 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/DSC01567-cb5f3.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Roseli enfatizou a import&#226;ncia da democratiza&#231;&#227;o da comunica&#231;&#227;o como caminho para fortalecer as a&#231;&#245;es e estrat&#233;gias capazes de romper o pensamento &#250;nico. Antonio Martins fez uma an&#225;lise do contexto de busca por democratiza&#231;&#227;o na comunica&#231;&#227;o e ressaltou que &#233; urgente adotar a&#231;&#245;es pr&#225;ticas, sugerindo como uma destas a&#231;&#245;es a manuten&#231;&#227;o do programa &#8220;a voz do Brasil&#8221;, forma de express&#227;o que j&#225; trabalha com diversidade de temas e com cobertura de eventos desprezados ou criminalizados pela m&#237;dia. Como exemplo, o jornalista usou a Marcha da Margaridas, transmitida pela voz do Brasil, enquanto a grande m&#237;dia fez uma abordagem depreciativa do movimento, enfocando aspectos negativos da passagem de uma marcha que sujou as ruas da cidade. Para ele, o espa&#231;o j&#225; existente pode abrigar conte&#250;do produzido por r&#225;dios comunit&#225;rias.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_6631 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/DSC01587-23273.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O Semin&#225;rio prosseguiu na parte da tarde, com mesa composta por Luiza Erundina (Deputada), Jos&#233; M&#225;rcio Barros(professore e membro do Observat&#243;rio da Diversidade Cultural) e Altamiro Borges (jornalista). Ap&#243;s, a fala foi aberta aos participantes com intuito de tecer ideias que possam ser levadas para a Oficina que ser&#225; encerrada no dia 19 de setembro, com objetivo de indicar a&#231;&#245;es a serem intregradas &#224;s Pol&#237;ticas P&#250;blicas no &#225;rea de comunica&#231;&#227;o e cultura.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Aqualtune: associa&#231;&#227;o e a&#231;&#227;o de mulheres negras.</title>
		<link>http://www.ciranda.net/article6419.html</link>
		<guid isPermaLink="true">http://www.ciranda.net/article6419.html</guid>
		<dc:date>2012-07-25T16:07:55Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Simone Ricco</dc:creator>


		<dc:subject>G&#234;nero, Feminismo</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Hoje, 25 de julho, dia dedicado &#224; mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, as integrantes da Associa&#231;&#227;o de Mulheres Negras Aqualtune partilham suas experi&#234;ncias, expectativas e examinam o contexto em que militam, trabalham e vivem as mulheres afro-brasileiras.&lt;/p&gt;

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		</description>


 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L150xH60/arton6419-f9cea.jpg&quot; width='150' height='60' style='height:60px;width:150px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;Foto: Dayse Gomis (Artista Pl&#225;stica/Profa. de artes), Sheila Dias (Assistente Social/Professora UFOP), Ana Beatriz Silva (Ge&#243;grafa/Profa. de Geografia), Evelin Dias (Estudante de Servi&#231;o Social), Fl&#225;via Sousa (Atriz, cantora, dan&#231;arina e Professora), Allyne Andrade (Advogada/Mestranda USP - Rela&#231;&#245;es Internacionais em Direito)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ciranda Afro&lt;/strong&gt; &#8211; Como voc&#234;s, integrantes do Aqualtune, definem o grupo, resumem sua hist&#243;ria e apresentam as criadoras do coletivo?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aqualtune &lt;/strong&gt; - A Associa&#231;&#227;o de Mulheres Negras Aqualtune nasce em 16 de junho de 2007, da iniciativa de jovens mulheres negras atuantes no movimento negro e carentes de espa&#231;o para discutir as tem&#225;ticas ligadas ao racismo, sexismo, homofobia e lesbofobia. Nasce tamb&#233;m da insatisfa&#231;&#227;o dessas jovens com a participa&#231;&#227;o em seus grupos anteriores, com a fraca atua&#231;&#227;o pr&#225;tica destes grupos junto &#224; popula&#231;&#227;o negra e com o forte sexismo sofrido dentro desses grupos e muito ativo nas reuni&#245;es, congressos e confer&#234;ncias. Neste momento em que se discutia bastante sobre a&#231;&#245;es afirmativas, algumas das participantes da associa&#231;&#227;o j&#225; estavam ou entravam na faculdade e se encontraram questionando e buscando espa&#231;o de afirma&#231;&#227;o dentro e fora do espa&#231;o universit&#225;rio. Um grande exemplo nesse sentido foi um fato ocorrido na UERJ, em nosso primeiro encontro oficial. Ainda na faculdade, encontramos uma adolescente negra que vivia com sua filha em um abrigo pr&#243;ximo a UERJ. Tentamos ajuda na Universidade para esta jovem em situa&#231;&#227;o de abrigamento, pois, tinha se perdido dentro do Campus da UERJ/Maracan&#227;. Entramos na hist&#243;ria de vida desta mulher e isso s&#243; reafirmou o nosso prop&#243;sito de romper o muro da faculdade buscando reaproxima&#231;&#227;o com o nosso grupo &#233;tnico ainda exclu&#237;do de v&#225;rios espa&#231;os. Somadas, as experi&#234;ncias agu&#231;aram a percep&#231;&#227;o da necessidade de se lan&#231;ar um novo olhar sobre as juventudes, a negritude, a mulher, o feminismo, a homoafetividade de maneira etnocentrada, com base n&#227;o s&#243; na teoria, mas considerandos as viv&#234;ncias de cada uma, a orienta&#231;&#227;o para uma milit&#226;ncia atuante e buscando a constru&#231;&#227;o de uma realidade equ&#226;nime. Somos uma organiza&#231;&#227;o da sociedade civil, laica e apartid&#225;ria. Desejava-se tamb&#233;m a constru&#231;&#227;o de um grupo no qual fosse poss&#237;vel o conv&#237;vio do saber acad&#234;mico e do popular. O desejo era buscar o empoderamento atrav&#233;s da atua&#231;&#227;o em espa&#231;os pol&#237;ticos de poder, mas tamb&#233;m de uma grande e majorit&#225;ria a&#231;&#227;o com as mulheres negras da comunidade, em segmentos os mais variados poss&#237;veis, trabalhando em creches, escolas, pr&#233;-vestibulares comunit&#225;rios, favelas, universidades, associa&#231;&#245;es de moradores e etc.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ciranda Afro&lt;/strong&gt; &#8211; A frase &#8220;nossos passos vem de longe&#8221; &#233; usada pelo Aqualtune. Trata-se de uma refer&#234;ncia ao intuito de resgatar saberes tradicionais e estabelecer um elo com a ancestralidade africana existente nos diferentes continentes que abrigam a di&#225;spora negra?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aqualtune&lt;/strong&gt; - Sem d&#250;vida esta frase nos remete a um resgate hist&#243;rico, nos deparamos com ela no livro Sa&#250;de das mulheres negras, da ONG CRIOLA. Por&#233;m, na pr&#225;tica do grupo, que pretende uma atua&#231;&#227;o de ponta diretamente com a popula&#231;&#227;o negra, a frase vem afirmar que nosso tempo n&#227;o &#233; um tempo contado pelos colonizadores escravocratas. Nossa hist&#243;ria &#233; mais rica que esses limites impostos e deve ser conhecida. Consiste tamb&#233;m em uma perspectiva de caminhada em conjunto com essas mulheres negras que desde o in&#237;cio j&#225; faziam esse passos, j&#225; lutavam, j&#225; apresentavam interesse na unifica&#231;&#227;o da fam&#237;lia africana.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ciranda Afro&lt;/strong&gt; &#8211; Que atividades a Aqualtune realiza e como os saberes tradicionais vindos do continente africano s&#227;o aplicados nestas a&#231;&#245;es? Al&#233;m desta troca, h&#225; um di&#225;logo atual entre o grupo e mulheres africanas, afro-caribenhas e afro-latinas?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aqualtune&lt;/strong&gt; - Em nossas oficinas priorizamos a oralidade e a corporeidade. Atuamos em v&#225;rias frentes, pois estamos tanto em semin&#225;rios externos e internos (capacita&#231;&#227;o do grupo), congressos, confer&#234;ncias, f&#243;runs nacionais e internacionais, encontros diversos, debates sobre temas de interesse para nossas discuss&#245;es, oficinas sobre racismo, sexismo, viol&#234;ncia dom&#233;stica e empoderamento de mulheres. Oferecemos estas oficinas em espa&#231;os como universidades, escolas, pr&#233;-vestibulares comunit&#225;rios, ONG`s e projetos sociais. Produzimos o ciclo de debates entre pretas. Neste encontro, autoras negras exp&#245;em o produto de sua cria&#231;&#227;o, apresentando suas obras liter&#225;rias, teses, monografias, livros, poemas, m&#250;sicas e etc. A atividade &#233; feita para trocarmos informa&#231;&#245;es entre pretas (j&#225; que o nosso p&#250;blico &#233; totalmente de mulheres negras) e entendemos que tamb&#233;m nos capacitamos nesses processos, j&#225; que trazemos &#224; tona nossas quest&#245;es e enegrecemos os fatos.
Organizamos o Dan&#231;&#225;frica (oficinas de dan&#231;as afrobrasileiras e africanas), o Pr&#234;mio Lenora Mendes (homenagens &#224;s mulheres negras), organizamos tamb&#233;m eventos culturais e de pesquisas, como o VI Copene Rio de Janeiro(organizamos o GT-Juventude com Mesa Redonda e Mostra Cultural). Exposi&#231;&#227;o de trabalhos de artes, artesanato e bijuterias produzidos por mulheres negras do grupo e por nossas parceiras. O di&#225;logo com mulheres negras de outros pa&#237;ses se d&#225; de forma coletiva. J&#225; participamos de atividades internacionais na Col&#244;mbia (Am&#233;rica do Sul), Senegal (&#193;frica) e tamb&#233;m em territ&#243;rio nacional como nos estados de Alagoas, S&#227;o Paulo, Bras&#237;lia, Cear&#225;, Goi&#226;nia, Bahia, Paran&#225;, no estado do Rio de Janeiro (interior), por&#233;m, sentimos algumas dificuldades devido &#224;s quest&#245;es de financiamento e restri&#231;&#227;o de patroc&#237;nios, o que impede a mobilidade do grupo. Felizmente, temos algumas institui&#231;&#245;es parceiras e apoiadores que nos ajudam e acreditam na nossa associa&#231;&#227;o.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_6500 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/Aqualtunes_061-5f83e.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;strong&gt;Ciranda Afro&lt;/strong&gt; &#8211; O dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha foi institu&#237;do para ser um marco internacional da luta e resist&#234;ncia da mulher negra. No Brasil, a data tem sido valorizada em atividades do afro-feminismo. Como o Aqualtune lida com este discurso e como avalia sua import&#226;ncia na luta e resist&#234;ncia da mulher negra contempor&#226;nea&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aqualtune&lt;/strong&gt; - Lidamos com esta data de forma propositiva para a Associa&#231;&#227;o, tamb&#233;m como marco de resist&#234;ncia das mulheres negras e sua visibilidade no contexto nacional e internacional. Nesse sentido a valoriza&#231;&#227;o da data nos coloca na pauta pol&#237;tica, social e desenvolvimento de atividades para nosso segmento. Bem, a mulher negra exerce o feminismo h&#225; tempos, atua&#231;&#227;o n&#227;o s&#243; contempor&#226;nea, mas em todo o processo da luta negra contra as opress&#245;es. Somos pioneiras e protagonistas de desafios di&#225;rios, em casa, no trabalho e nas rela&#231;&#245;es sociais como um todo. Estamos na base da pir&#226;mide, se n&#227;o lutamos e n&#227;o trabalhamos n&#227;o sobrevivemos. Ent&#227;o a mulher negra &#233; feminista pela sua impetuosa vis&#227;o desde os tempos da escravid&#227;o. A maioria de n&#243;s &#233; chefe de fam&#237;lia na maioria dos lares pretos brasileiros. Somos protagonistas de nossas hist&#243;rias. Contudo, o feminismo negro, apesar de lutar contra sexismo, n&#227;o empreende contra a masculinidade do homem negro, por sua pr&#243;pria realidade no contexto de sobreviv&#234;ncia. Sendo assim, nossa luta &#233; importante na medida em que qualifica o protagonismo da mulher negra, nutrindo-o de informa&#231;&#245;es que podem melhorar sua qualidade de vida e organiza&#231;&#227;o na luta contra o racismo e todas as formas de discrimina&#231;&#227;o e preconceito.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ciranda Afro&lt;/strong&gt; &#8211; Participantes do mesmo movimento de resist&#234;ncia da mulher negra, as integrantes do Aqualtune possuem trajet&#243;rias pessoais e profissionais diferenciadas. Esta diversidade profissional &#233; aplicada na produ&#231;&#227;o de a&#231;&#245;es em diferentes &#225;reas? O coletivo tem atuado e pretende atuar em que &#225;reas e projetos?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aqualtune&lt;/strong&gt; - Sim, sem d&#250;vida nossos saberes e pr&#225;ticas individuais acabam sendo aproveitados nas a&#231;&#245;es de forma conjunta ou, quando uma atividade tem mais a ver com o saber de uma das integrantes, esta acaba instintivamente assumindo a dire&#231;&#227;o da atividade, apoiada pelas outras. Esta diversidade de forma&#231;&#245;es das integrantes da associa&#231;&#227;o, como assistentes sociais, ge&#243;grafa (professora), professora de dan&#231;a (atriz e cantora), professora de artes (artista pl&#225;stica), advogada, m&#233;dica, pesquisadoras das rela&#231;&#245;es raciais e de g&#234;nero, traz &#224; tona nossa capacidade de produ&#231;&#227;o e vontade pol&#237;tica, s&#243;cio-cultural-educacional para nossas irm&#227;s e irm&#227;os negros. Tamb&#233;m tem nossa forma&#231;&#227;o na milit&#226;ncia em diversos espa&#231;os como pr&#233;-vestibular comunit&#225;rio (a&#231;&#245;es afirmativas), Hip Hop (frente de mulheres), frente em movimentos culturais como o Akoben, projetos sociais diversos, grupos de mulheres (sa&#250;de e viol&#234;ncia dom&#233;sticas), mulheres de religi&#245;es de matriz africana, juventude negra nas igrejas metodistas e outros, tudo isso colabora com um amadurecimento pol&#237;tico e diversificado junto ao Aqualtune. A Associa&#231;&#227;o acaba atuando mais na &#225;rea de educa&#231;&#227;o social, informa&#231;&#227;o, qualidade de vida, como tamb&#233;m vem amadurecendo ideias de novos projetos nessa &#225;rea.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ciranda Afro&lt;/strong&gt; &#8211; Em contato com mulheres afro-brasileiras de diferentes locais, como analisam o atual est&#225;gio dos processos de constru&#231;&#227;o de autoestima e identidade destas mulheres?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aqualtune&lt;/strong&gt; - O legado deixado pelo mito da democracia racial e da submiss&#227;o ainda &#233; muito forte e agrava um contexto marcado pela situa&#231;&#227;o dif&#237;cil resultante da falta de educa&#231;&#227;o de qualidade, de sa&#250;de p&#250;blica e de emprego em nosso pa&#237;s e, especialmente, entre a maioria dos afrodescendentes. Por&#233;m, as discuss&#245;es sobre as a&#231;&#245;es afirmativas, nos lugares onde elas s&#227;o promovidas, v&#234;m mudando timidamente esse cen&#225;rio de invisibilidade. Tentamos contribuir nos espa&#231;os onde estamos e atuamos para a eleva&#231;&#227;o da autoestima dessa popula&#231;&#227;o negra. Ressaltamos que o uso do conceito de estima, &#224;s vezes, &#233; usado para acentuar a culpabilidade do negro por uma exclus&#227;o social observada em sua trajet&#243;ria.
Substitu&#237;mos o conceito de estima por invisibilidade por entender que a realidade social negligenciada e inviabilizada provoca uma baixa autoestima que contribui para desempenhos fracos, que n&#227;o resultam da vontade do indiv&#237;duo, mas destas condi&#231;&#245;es adversas vencidas por algumas exce&#231;&#245;es. Para a maioria invisibilizada, tal quadro faz sucumbir v&#225;rias tentativas de transforma&#231;&#227;o na vida, no corpo, sem quase nenhum sucesso efetivo. Precisamos falar cada vez mais sobre essas quest&#245;es que s&#227;o intr&#237;nsecas ao desenvolvimento, n&#227;o s&#243; da estima, como, social e nacional. Visto que somos cidad&#227;os afrodiasp&#243;ricos imbricados em diversas quest&#245;es e situa&#231;&#245;es sociais brasileiras.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_6507 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH197/aqualtune_1_-cbcb3.jpg' width='500' height='197' alt=&quot;&quot; style='height:197px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;strong&gt;Ciranda Afro&lt;/strong&gt; &#8211; Somando realiza&#231;&#245;es nos &#250;ltimos cinco anos, o que o Aqualtune tem a dizer sobre dificuldades, erros e acertos das mulheres empreendedoras de trabalhos no &#226;mbito da cultura afro-brasileira e rela&#231;&#245;es &#233;tnicoraciais?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aqualtune&lt;/strong&gt; - Aqui cabe outra quest&#227;o do feminismo negro, nossas jornadas s&#227;o sempre maiores e/ou mais dif&#237;ceis, por estarmos na base da pir&#226;mide social, fazer parte do grupo &#8220;invis&#237;vel&#8221; podemos contar com muito menos recursos e incentivos. Temos que nos desdobrar entre trabalho, estudos, fam&#237;lia, religi&#227;o e milit&#226;ncia (sem contar a ditadura da beleza). E mesmo sem os mesmos recursos das n&#227;o negras temos que acompanhar o ritmo social de produ&#231;&#227;o e presta&#231;&#227;o de contas. Nossas dificuldades s&#227;o como as de qualquer outra institui&#231;&#227;o de mulheres, em especial de mulheres negras, implicadas com a falta de patroc&#237;nio, dificuldades financeiras para produ&#231;&#227;o de atividades. Temos dificuldades internas inerentes a diversas personalidades no grupo, por&#233;m, nesses cinco anos de exist&#234;ncia percebemos que o tempo nos aproxima cada vez mais pelas nossas especificidades, tanto no &#226;mbito familiar, profissional e social. Eis o diferencial do grupo, j&#225; que n&#243;s mulheres temos famas de sermos inimigas umas das outras e desejarmos o pior. A cada dia a associa&#231;&#227;o est&#225; mais fortalecida e suas integrantes desejando o melhor para grupos, coletivos e associa&#231;&#245;es de mulheres existentes. Precisamos de visibilidade.
Atualmente lembramos as a&#231;&#245;es constru&#237;das em conjunto desde sua exist&#234;ncia, o tempo nos d&#225; sabedoria e discernimento em algumas atitudes e o compromisso com as nossas e nossos &#233; de suma import&#226;ncia para fortalecimento da associa&#231;&#227;o. A nossa cumplicidade &#233; maior e, maduras umas com as outras, a confiabilidade tamb&#233;m. Temos um grande respeito &#224;s mulheres negras que fizeram parte da hist&#243;ria desse pa&#237;s e admiramos tamb&#233;m esta rela&#231;&#227;o travada entre n&#243;s, primordial para elaborar nossa trajet&#243;ria. Hoje o Aqualtune preza pela unidade, coletividade, confian&#231;a e respeito, se n&#227;o tem isso, n&#227;o avan&#231;amos no nosso prop&#243;sito. E para ser uma aqualtune o &#250;nico crit&#233;rio &#233; ser uma mulher negra. Isso &#233; o que importa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_6503 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH265/roda_aqualtune-2-da1e7.jpg' width='500' height='265' alt=&quot;&quot; style='height:265px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Performances e protestos do povo presente na C&#250;pula </title>
		<link>http://www.ciranda.net/article6345.html</link>
		<guid isPermaLink="true">http://www.ciranda.net/article6345.html</guid>
		<dc:date>2012-06-23T04:30:15Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Simone Ricco</dc:creator>


		<dc:subject>Encontros &amp; Debates </dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;Em grupo ou individualmente, protestos afirmaram os eixos da C&#250;pula e denunciaram a&#231;&#245;es e conceitos que dificultam a sustentabilidade.&lt;/p&gt;

-
&lt;a href="http://www.ciranda.net/rubrique57.html" rel="directory"&gt;C&#250;pula dos Povos&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="http://www.ciranda.net/mot210.html" rel="tag"&gt;Encontros &amp; Debates &lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L150xH113/arton6345-c355a.jpg&quot; width='150' height='113' style='height:113px;width:150px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;A Confer&#234;ncia Rio + 20 terminou e aprovou um documento final t&#237;mido, abaixo das expectativas de instituir um compromisso dos governantes com medidas efetivas para aliar desenvolvimento e sustentabilidade do planeta.
&lt;span class='spip_document_6458 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/DSC00716-bafff.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;
Organizado pela sociedade civil, a C&#250;pula dos Povos tamb&#233;m foi encerrada 22/06/2012. Durante um semana o evento ocupou espa&#231;os da cidade do Rio de Janeiro, nos quais prop&#244;s desenvolver debates, palestras e atividades art&#237;sticas destinadas a fortalecer princ&#237;pios fundamentais para aproximar as sociedades de um modelo de vida ambientalmente correto, socialmente justo, culturalmente diverso e economicamente vi&#225;vel.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No Aterro do Flamengo, protestos produzidos com anteced&#234;ncia uniram-se a outros, improvisados, para denunciar a&#231;&#245;es como a biopirataria e queimadas, prejudiciais a uma vida ambientalmente correta.
&lt;span class='spip_document_6456 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/DSC00736-cc6b4.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;
Alvo de uma tentativa de fechamento, a R&#225;dio C&#250;pula realizou transmiss&#227;o at&#233; o &#250;ltimo dia do evento, garantindo diversidade de conte&#250;do e afirmando a resist&#234;ncia da m&#237;dia livre em cartazes feitos por ativistas &lt;span class='spip_document_6461 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/DSC00760-2-a8149.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;
No vasto espa&#231;o do Aterro, o esvaziamento de algumas atividades formativas e culturais contrastava com a grande procura por atividades que representam uma err&#244;nea concep&#231;&#227;o de economia verde, representada pela comercializa&#231;&#227;o de produtos artesanais ou daqueles que s&#227;o alvo de uma industrializa&#231;&#227;o que adota o r&#243;tulo verde. Para frear qualquer simpatia sobre esta onda mercadol&#243;gica verde, cabe o esclarecimento feito por Pablo Solon, organizador da Confer&#234;ncia Mundial dos Povos Sobre Mudan&#231;as Clim&#225;ticas, para quem este r&#243;tulo verde mascara a real a&#231;&#227;o dos pa&#237;ses que mais contribuem para a polui&#231;&#227;o ambiental no mundo. Ele tamb&#233;m alerta que os preju&#237;zos recaem sobre os pa&#237;ses que poluem menos &#8211; bem como sobre os povos sem voz &#8211;, como &#233; o caso dos ind&#237;genas, dos pequenos agricultores etc., que muitas vezes s&#227;o obrigados a assistir &#224; apropria&#231;&#227;o de seus territ&#243;rios pelos mais influentes. Tudo isso faz pensar que a numerosa exposi&#231;&#227;o de objetos postos a venda nos corredores do Aterro por diversos comerciantes, dentre os quais ind&#237;genas, n&#227;o corresponde a uma economia verde, mas sim a um efeito da precariza&#231;&#227;o provocada por esta economia nos povos historicamente sem voz e cada vez mais amea&#231;ados a perder as terras em que realizam o cultivo de seus alimentos, garantindo um modelo de sustentabilidade dif&#237;cil de ser alcan&#231;ado em meio aos interesses das grandes corpora&#231;&#245;es e investidores.
&lt;span class='spip_document_6463 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH667/DSC00573-7ea83.jpg' width='500' height='667' alt=&quot;&quot; style='height:667px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt; Embora abaixo do esperado pelos vendedores, era vis&#237;vel o af&#227; do p&#250;blico em consumir a produ&#231;&#227;o de cooperativas e expositores particulares. Em alguns momentos, a aglomera&#231;&#227;o nos locais de compra e venda contrastava com o vazio das tendas Manuel Congo, Patrick Lumumba, Mariana Crioula e outras, todas batizadas com nomes de lideran&#231;as pol&#237;ticas e sociais que permaneceram desconhecidas e pouco notadas pelo numeroso p&#250;blico que por l&#225; passava &#225;vido pelo consumo de produtos.
Todos esses aspectos distanciaram a C&#250;pula de propostas iniciais e motivaram protestos e performances que procuraram afirmar um dos principais eixos do evento: a den&#250;ncia das causas estruturais das crises, das falsas solu&#231;&#245;es e das novas formas de reprodu&#231;&#227;o do capital.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A esse respeito, merece registro o protesto da Via Campesina, realizado no dia 21 de junho para desmascarar o agroneg&#243;cio e suas falsas solu&#231;&#245;es que resultam em envenenamento de alimentos e continuidade do latif&#250;ndio. Na sexta-feira, dia 22 de junho, o destaque ficou com um grupo de jovens brasileiros que dedicou o dia a uma manifesta&#231;&#227;o de apoio a economia solid&#225;ria, realizando a doa&#231;&#227;o de artigos e denunciando o consumismo incentivado em todas as partes do mundo globalizado.
&lt;span class='spip_document_6464 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/DSC00774-567fb.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;span class='spip_document_6465 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/DSC00778-2-ea02b.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt_br">
		<title>Resid&#234;ncia cultural leva participantes da C&#250;pula dos Povos &#224; periferia carioca.</title>
		<link>http://www.ciranda.net/article6321.html</link>
		<guid isPermaLink="true">http://www.ciranda.net/article6321.html</guid>
		<dc:date>2012-06-16T16:01:03Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Simone Ricco</dc:creator>


		<dc:subject>Arte e Cultura </dc:subject>
		<dc:subject>Produ&#231;&#227;o cultural</dc:subject>

		<description>&lt;p&gt;O teatro comunit&#225;rio da Casa da Rua do Amor troca experi&#234;ncias com encenadora italiana e estudantes de teatro argentinos.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="http://www.ciranda.net/rubrique57.html" rel="directory"&gt;C&#250;pula dos Povos&lt;/a&gt;

/ 
&lt;a href="http://www.ciranda.net/mot162.html" rel="tag"&gt;Arte e Cultura &lt;/a&gt;, 
&lt;a href="http://www.ciranda.net/mot202.html" rel="tag"&gt;Produ&#231;&#227;o cultural&lt;/a&gt;

		</description>


 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L150xH113/arton6321-093e0.jpg&quot; width='150' height='113' style='height:113px;width:150px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_chapo'&gt;&lt;p&gt;Acolhidos pela Casa da Rua do Amor, participantes da C&#250;pula do Povos fazem de Santa Cruz a &quot;primeira escala&quot; de sua viagem ao Brasil.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Iniciado em 13 de junho, na Casa da Rua do Amor, um interc&#226;mbio entre artistas dedicados ao teatro comunit&#225;rio integrou Santa Cruz ao roteiro da C&#250;pula dos Povos. A visita foi articulada por Reinaldo Santana, integrante da Rede Latinoamericana de Teatro em Comunidade. Idealizador deste encontro de teatro comunit&#225;rio durante a C&#250;pula, Reinaldo diz que a imers&#227;o dos participantes estrangeiros em sedes de grupos de teatros comunit&#225;rios cariocas &#233; uma estrat&#233;gia para o alcance do objetivo desta Rede Latinoamericana que aglutina projetos que pretendem &#8220;construir uma pesquisa com teatro comunit&#225;rio; a fim de promover a reflex&#227;o, troca e constru&#231;&#227;o de um pensamento baseado na viv&#234;ncia em conjunto (Grupo-Comunidades)&#8221;.
&lt;span class='spip_document_6422 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH374/residencia-0a721.jpg' width='500' height='374' alt=&quot;&quot; style='height:374px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;
Intitulada &#8220;Ser Hermano&#8221;, a resid&#234;ncia cultural foi a primeira atividade de um grupo formado por quatro atores argentinos e uma encenadora italiana que dar&#227;o continuidade a estadia brasileira com atividades no Dona Marta e em Manguinhos. Em sua primeira vinda ao Brasil, a diretora e autora italiana Manuela Tamietti se deparou com uma realidade muito diferente daquela vista nos cart&#245;es postais da Cidade Maravilhosa. Nas ruas em torno da Casa Rua do Amor, ela realizou registros fotogr&#225;ficos desta regi&#227;o ocultada no retrato da Cidade. Em sintonia com a troca solid&#225;ria, falou da concep&#231;&#227;o de seus espet&#225;culos implicados com a educa&#231;&#227;o ambiental, nos quais utiliza a reciclagem para a produ&#231;&#227;o de figurinos e cen&#225;rios que podem ser vistos em &lt;a href=&quot;http://www.manuelatamietti.it/index.php&quot; class='spip_url spip_out' rel='nofollow external'&gt;http://www.manuelatamietti.it/index.php&lt;/a&gt;. Para efetivar a troca, a encenadora prop&#244;s enviar materiais recicl&#225;veis recolhidos na It&#225;lia para serem utilizados em oficinas de cria&#231;&#227;o e cen&#225;rios de espet&#225;culos do grupo de teatro comunit&#225;rio da Casa da Rua do Amor. &lt;span class='spip_document_6412 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/TO-4c722.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt; Estudantes de teatro do Instituto Superior de Arte e Comunica&#231;&#227;o ISAC de Catamarca Juan Pablo Navarro, os argentinos Paula Quillotay, Daniel Romero e Mario Castro Canelo permaneceram na Casa da Rua do Amor por tr&#234;s dias, nos quais participaram de uma imers&#227;o teatral conduzida por Luiz Vaz, passando a conhecer alguma teoria e pr&#225;tica sobre o Teatro do Oprimido desenvolvido no Brasil por Augusto Boal e desconhecido pelos estudantes. Em contrapartida, os visitantes realizaram algumas din&#226;micas utilizadas em seu curso universit&#225;rio e nos espet&#225;culos em que atuaram. A agenda dos argentinos incluiu tamb&#233;m uma caminhada pelas ruas do bairro Saqua&#231;u, (re)conhecendo a extrema periferia carioca e experimentando a alma encantadora dessas ruas marcadas por precariedade na urbaniza&#231;&#227;o e por inusitados tipos de com&#233;rcio e pessoas t&#237;picos de um sub&#250;rbio carioca que n&#227;o &#233; reproduzido na novela global tipo exporta&#231;&#227;o, mas pode ser visto ao vivo em Uruc&#226;nia, sub bairro de Santa Cruz. &lt;span class='spip_document_6414 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/roda_capo-ece4a.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;
A conviv&#234;ncia curta contou com rodas de capoeira, dan&#231;as afro-brasileiras e permitiu rodas de conversa que ativaram a circula&#231;&#227;o de conhecimento sobre Brasil e Argentina, antecipando o encontro de povos que integram a C&#250;pula e desejam fortalecer di&#225;logos que ajudem os cidad&#227;o de diferentes partes do mundo a gerar estrat&#233;gias para estabelecer a sustentabilidade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_6413 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L500xH375/marcatu-38273.jpg' width='500' height='375' alt=&quot;&quot; style='height:375px;width:500px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>
<item xml:lang="pt">
		<title>25 de Maio, dia de (falar sobre) &#193;frica.</title>
		<link>http://www.ciranda.net/article6282.html</link>
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		<dc:date>2012-05-26T02:07:39Z</dc:date>
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		<dc:language>pt</dc:language>
		<dc:creator>Simone Ricco</dc:creator>



		<description>&lt;p&gt;Ouvimos palavras africanas que nos ajudam a conhecer melhor a hist&#243;ria e significado do dia 25 de maio. Colaboradores brasileiros tamb&#233;m nos falam sobre a data e seu simbolismo. O di&#225;lgo travado faz circular considera&#231;&#245;es sobre a import&#226;ncia da data em pa&#237;ses africanos e na di&#225;spora.&lt;/p&gt;

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&lt;a href="http://www.ciranda.net/rubrique10.html" rel="directory"&gt;Ciranda Afro &lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;img class='spip_logos' alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L113xH150/arton6282-63ba0.jpg&quot; width='113' height='150' style='height:150px;width:113px;' /&gt;
		&lt;div class='rss_chapo'&gt;&lt;p&gt;Uma roda de conversa digital sobre o Dia da &#193;frica, com a colabora&#231;&#227;o de Eleut&#233;rio L&#250;cio Rog&#233;rio Nhantumbo (Mo&#231;ambique), Maria Augusta &#201;vora Tavares (Cabo Verde), Israel de Oliveira (Brasil) e Cl&#225;udia Calmon (Brasil).&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p&gt;Durante o dia de hoje, perguntei a estudantes e profissionais de diferentes &#225;reas com os quais tive contato: 25 de maio &#233; uma data comemorativa? Todos disseram n&#227;o saber, confirmando que entre os brasileiros prevalece o desconhecimento sobre um Dia da &#193;frica que sequer est&#225; assinalado em calend&#225;rios.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Diante desta lacuna, a Ciranda Afro prop&#245;e uma roda de conversa digital sobre o 25 de maio, reunindo vozes do Brasil, Mo&#231;ambique e Cabo Verde para pensar o significado desta data para africanos e brasileiros.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Abrimos nossa roda compartilhando o informe da ONU, &#243;rg&#227;o que instituiu o dia da &#193;frica em 1972. Na v&#233;spera de mais um 25 de maio, o secret&#225;rio geral da ONU, Ban Ki-moon reitera o alarme da institui&#231;&#227;o &#8220;contra a pobreza, a fome e as disparidades em mat&#233;ria de sa&#250;de, educa&#231;&#227;o e participa&#231;&#227;o social que impedem a plena realiza&#231;&#227;o do potencial existente no continente africano. Disponibilizado em &lt;a href=&quot;http://www.prensalatina.cu/index.phpoption=com_content&amp;task=view&amp;id=509874&amp;Itemid=1&quot; class='spip_url spip_out' rel='nofollow external'&gt;http://www.prensalatina.cu/index.ph...&lt;/a&gt;, o texto &#8220;elogia os recentes esfor&#231;os dessa regi&#227;o para consolidar a paz e a seguran&#231;a e &#8216;recusar as mudan&#231;as inconstitucionais de poder', em clara alus&#227;o aos recentes golpes de Estado em Mali e Guin&#233; - Bissau.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O secret&#225;rio geral destaca que a ONU continuar&#225; seu trabalho com os pa&#237;ses africanos para construir uma paz duradoura, finalizar os conflitos armados, fortalecer a democracia e promover o respeito dos direitos humanos fundamentais, em especial das mulheres e da juventude&#8221;. Portanto, a data serve para que o &#243;rg&#227;o internacional reafirme a necessidade de um esfor&#231;o externo para a promo&#231;&#227;o da paz e desenvolvimento do continente.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ap&#243;s o pronunciamento institucional, ouvimos a sociedade civil representada pelo mo&#231;ambicano Leo Nhantas, pela cabo-verdiana Augusta &#201;vora, pelo afro-brasileiro Israel de Oliveira e por Cl&#225;udia Calmon, outra colaboradora afro-brasileira.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O discurso de Eleut&#233;rio L&#250;cio Rog&#233;rio Nhantumbo, estudante mo&#231;ambicano que reside no Brasil at&#233; a defesa de sua disserta&#231;&#227;o, nos confronta com um olhar africano sobre a cria&#231;&#227;o e significado do dia da &#193;frica em Mo&#231;ambique. Cursando Mestrado em Ci&#234;ncias Sociais na UERJ, Leo Nnhantas &#8211; como &#233; chamado pelos estudantes brasileiros, aborda o contexto africano e as refer&#234;ncias hist&#243;ricas existentes &#224; &#233;poca da institui&#231;&#227;o da data pelos africanos. A observa&#231;&#227;o do soci&#243;logo pontua aspectos que ajudam a compreender a falta de perten&#231;a que paira sobre a data tornada mundial por um &#243;rg&#227;o externo:
&#8220;Em minha opini&#227;o, esta data &#233; apenas simb&#243;lica para os mo&#231;ambicanos. N&#227;o &#233;, por exemplo, um feriado nacional onde se faz uma reflex&#227;o sobre ela. Na concep&#231;&#227;o dos Mo&#231;ambicanos, a ideia do dia de &#193;frica foi consolidada no dia 25 de Maio de 1963, quando se criou a Organiza&#231;&#227;o da Unidade Africana (OUA) na Eti&#243;pia, por iniciativa de 32 pa&#237;ses africanos independentes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Portanto, esta data &#233; considerada por n&#243;s como dia de &#193;frica, porque com a uni&#227;o dos povos africanos (OUA), pretendia-se na altura erradicar todas as formas de colonialismo em &#193;frica, e a posterior criar uma organiza&#231;&#227;o econ&#243;mica continental que n&#227;o fosse totalmente dependente do ocidente.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Um dos mentores desta unidade foi o primeiro presidente do Ghana independente, Kwame Nkruma (1958) e finalmente posto em pratica pelo Imperador Et&#237;ope Haile Selassie (1963).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A cria&#231;&#227;o da OUA incomodou certos pa&#237;ses do ocidente, e alguns africanos particularmente os pa&#237;ses franc&#243;fonos, por causa da diversidade cultural dos povos africanos, pois alguns povos achavam que os africanos n&#227;o estavam preparados para ter uma lideran&#231;a capaz de satisfazer as ansiedades (por exemplo, as ansiedades socioecon&#244;micas) de todos os povos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Atualmente a OUA n&#227;o existe, foi substitu&#237;da pela Uni&#227;o Africana (UA) em 2002, e teve como mentores, entre outros, Thabo Mbeki (&#193;frica do Sul &#8211; 1&#186; presidente da UA) e Alberto Chissano (Mo&#231;ambique &#8211; 2&#186; presidente da UA) e Muammar kaddafii (L&#237;bia). A g&#234;nese da UA n&#227;o se difere na totalidade com o da OUA, atualmente focaliza os seus objetivos como maior enfoque na unidade e a solidariedade africana; na conquista da soberania dos Estados africanos; a integra&#231;&#227;o econ&#243;mica; e coopera&#231;&#227;o pol&#237;tica e cultural no continente.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Assim esta data, para alguns povos serviu e para outros n&#227;o serviu de refer&#234;ncia na vida dos africanos, porque n&#227;o foi consolidada como &#250;nica e importante para todos, apesar de todos os africanos lutarem pelas ideais pelos quais a OUA foi criada. Desde ent&#227;o, em Mo&#231;ambique ela &#233; apenas simb&#243;lica, particularmente para os mais velhos que tem no&#231;&#227;o do dia, mas a atual gera&#231;&#227;o quase toda ela a desconhece, isto &#233;, n&#227;o se faz muita reflex&#227;o sobre o que significado de uma Unidade Africana. Acredito que com tempo, e com os objetivos da UA mais consolidados, os africanos tornem este dia como s&#237;mbolo de todos n&#243;s.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;De Cabo Verde, a professora e redatora parlamentar Maria Augusta &#201;vora compartilha informe sobre a programa&#231;&#227;o do Dia 25 de Maio: &#8220;hoje haver&#225; uma jornada de reflex&#227;o no Pal&#225;cio da Cultura sobre o dia de &#193;frica, outra no CILP, dois textos no Jornal A Semana sobre o Tema e a not&#237;cia de que o Aeroporto da Praia vai ser baptizado com o nome de Nelson Mandela (esta &#250;ltima foi decis&#227;o tomada oficialmente antes), entre outras pequenas actividades que v&#227;o acontecendo. Parece tamb&#233;m que o Presidente da Rep&#250;blica vai se encontrar com os africanos residentes em Cabo Verde (leia-se n&#227;o verdianos). Iniciativas ainda mais comemorativas, algumas reflexivas do que reinvindicativas&#8221;. Ampliando sua colabora&#231;&#227;o, Maria Augusta nos fala sobre o sentido do dia da &#193;frica no contexto insular deste pa&#237;s africano geograficamente separado do continente: &#8220;Chamo-me Augusta, sou negra, africana de Cabo Verde. Nasci em Calheta de S&#227;o Miguel, num s&#237;tio chamado de Veneza (portanto na ilha de Santiago, primeira ilha a ser descoberta e o ber&#231;o da crioulidade. A ilha maior, mas tamb&#233;m onde se vendiam e se compravam escravos, por onde passavam a caminho do Brasil, das Am&#233;ricas e das &#193;fricas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Santiago &#233; a ilha mais africana de Cabo Verde (alguns dizem que &#233; a &#250;nica ilha africana de Cabo Verde). Como assim, se Cabo Verde &#233; um pa&#237;s africano? Ou n&#227;o ser&#225;?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A problem&#225;tica da identidade parece tornar-se pertinente &#224;s na&#231;&#245;es que conquistam uma independ&#234;ncia pol&#237;tica depois de s&#233;culos de coloniza&#231;&#227;o. Em Cabo Verde, esta quest&#227;o que foi colocada em v&#225;rias etapas da nossa hist&#243;ria permanece atual e merece uma reflex&#227;o, especialmente nesta fase de desenvolvimento do turismo que vivenciamos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quis justificar a minha apresenta&#231;&#227;o inicial: est&#225; a&#237; uma frase que poucos cabo-verdianos colocariam em sua apresenta&#231;&#227;o p&#250;blica. Chamo-me Augusta, sou negra, africana de Cabo Verde. E quando a v&#234;em reagem. N&#227;o &#233; algo consensual. Sabemos que somos africanos mas: ou devido &#224; posi&#231;&#227;o geogr&#225;fica ou devido &#224; &#8220;lavagem cerebral&#8221; feita no tempo da coloniza&#231;&#227;o (em discurso e em ato, uma vez que aos cabo-verdianos se atribuiu, em certos momentos, estatuto diferente do dos outros africanos&#8230; ou por ambas as raz&#245;es), o certo &#233; que persiste ainda em Cabo Verde alguma afrofobia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Raramente um cabo-verdiano se prop&#245;e a pensar Cabo Verde, em suas africanidades, como algo que lhe &#233; intr&#237;nseco. Primeiro pensa Cabo Verde e se o assunto &#233; &#193;frica ele v&#234;, daqui das ilhas, a M&#227;e &#193;frica algures (perto, longe, dependendo de mil coisas, &#224;s vezes at&#233; de ser de Santiago ou n&#227;o); depois &#233; que pensa que ele TAMB&#201;M &#233; africano. N&#227;o &#233; &#224;-toa que Cabral e outros combatentes tiveram de construir o projeto de &#8220;reafricaniza&#231;&#227;o dos esp&#237;ritos&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Cabo Verde &#233; um pa&#237;s onde a palavra constru&#231;&#227;o n&#227;o &#233; apenas uma met&#225;fora, o que nos leva a deduzir que est&#225; tudo por se fazer; por outro lado, a sua especificidade de arquip&#233;lago insular, no cruzamento de rotas atl&#226;nticas e de civiliza&#231;&#245;es, trouxe-lhe uma experi&#234;ncia de globaliza&#231;&#227;o precoce, em que as permutas culturais s&#227;o uma constante e a riqueza da diversidade &#233; assumida como um modo de ser &#8220;crioulo&#8221;. O fato de ser um pa&#237;s que se formou de uma realidade de duas ascend&#234;ncias populacionais em situa&#231;&#227;o de &#8220;di&#225;spora&#8221;, e que continua convivendo com culturas de outras latitudes, leva-nos a considerar pertinente e sempre atual um estudo sobre a identidade cultural desse povo ilh&#233;u.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por isso, ainda estamos a amadurecer o nosso Dia de &#193;frica. Os principais projetos s&#227;o de car&#225;ter escolar. Cheguei a ver escolas que apresentaram no Dia de &#193;frica culturas de outros pa&#237;ses irm&#227;os (sem a CV), mas a maioria est&#225; a investir na &#8220;reafricaniza&#231;&#227;o dos esp&#237;ritos&#8221;. Escrevem-se artigos sobre o assunto nos principais jornais, mas n&#227;o h&#225;, ainda, uma sistematicidade coerente &#224; volta do dia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;N&#227;o &#233; algo assumido ou que desperte rios de tinta dos intelectuais. Boa parte da sociedade civil se lembra do Dia, &#224; noite, na comunica&#231;&#227;o social. E o interessante &#233; que os jornalistas, no dia de &#193;frica, produzem mat&#233;rias muito interessantes, de fato, sobre &#193;frica, mas, nelas, incluem entrevistas, testemunhos, etc de outros africanos (os do continente). Os cabo-verdianos n&#227;o s&#227;o ouvidos e nem sentem falta disto (a maioria, falo sempre do homem comum, daquele cuja cachupa n&#227;o depende da cultura, de assuntos relacionados com o tema).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas, por outro lado, assumimos uma cultura t&#227;o prenhe de africanidades, com uma naturalidade t&#227;o forte que nem sequer identificamos a matriz principal da nossa crioulidade. N&#243;s nos orgulhamos muito da nossa cultura africanamente pujante, mas a ela chamamos cultura crioula ou cultura cabo-verdiana.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_6369 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L284xH264/israel_2-24512.jpg' width='284' height='264' alt=&quot;&quot; style='height:264px;width:284px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A ideia de constru&#231;&#227;o tamb&#233;m transparece na leitura do professor e documentarista Israel de Oliveira. Docente que atua na forma&#231;&#227;o de professores em institui&#231;&#227;o situada no Estado do Rio de Janeiro, Israel tece suas considera&#231;&#245;es forjadas no cont&#237;nuo estudo das rela&#231;&#245;es &#233;tnico-raciais e exerc&#237;cio de aplica&#231;&#227;o da Lei 10.639. Inspirado no conceito de Arkh&#233; (ra&#237;zes), o professor reflete sobre o significado do dia da &#193;frica no plano simb&#243;lico da afirma&#231;&#227;o de identidade afro-brasileira em nosso espa&#231;o diasp&#243;rico:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&#8220;Dia 25 comemoramos o dia da &#193;frica. Por que comemorar-se o dia da &#193;frica? Quem levanta essa quest&#227;o da mesma forma deveria se questionar pelos motivos que leva um mozambo na sua empreitada perene em sua tentativa frustrada de aceita&#231;&#227;o, a priorizar a etnia monorracial dominante que lhe recha&#231;a? Sendo eles parte do segundo pa&#237;s com maior n&#250;mero de negros no mundo...!?? Esse mozambo gerado no n&#227;o-lugar e gestado no entre-lugar, vivendo sobre o jugo da n&#227;o-identidade, tendo sido negada sua inser&#231;&#227;o na sociedade? Tendo por esse motivo, optado compulsoriamente pela branquitude, como &#250;nica possibilidade de aceita&#231;&#227;o, renegando a negritude como auto-defesa?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Apesar de essa op&#231;&#227;o ter se redundado em rotundo fracasso, traduzido pela mis&#233;ria e desemprego, decorrente da assun&#231;&#227;o desses valores alien&#237;genas, ele continua a insistir involuntariamente em ser uma pe&#231;a, um objeto, um escravo de ganho. Vivendo nessa conjuntura, destitu&#237;do de sua identidade e de si mesmo, ele abra&#231;a as refer&#234;ncias euroc&#234;ntricas, assumindo valores, posturas e atitudes que implicam em infind&#225;veis conflitos f&#237;sicos e psicol&#243;gicos. Tendo sua identidade embotada ou reclusa por esse processo, os conflitos se grudam nesse indiv&#237;duo, de forma simbi&#243;tica.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O dif&#237;cil e complexo resgate dessa identidade deve centrar-se num processo hermen&#234;utico e diat&#243;pico, a fim de provocar os paradigmas postos, al&#233;m da necessidade da instrumentaliza&#231;&#227;o e do trabalho epistemol&#243;gico. Ou seja, n&#227;o basta saber que existem outros pontos de vistas, n&#227;o basta a insatisfa&#231;&#227;o com o que est&#225; posto, n&#227;o basta o simples querer; S&#243; assim seria poss&#237;vel uma corre&#231;&#227;o construtural.
Sem esse processo, desse novo olhar, desse novo lugar, esse caminho torna-se espinhoso; o indiv&#237;duo permanece mozambo. Nossas crian&#231;as continuaram a serem adestradas a ter medo de suas ra&#237;zes, continuar&#227;o a escarnecer e desprezar sua descend&#234;ncia melanod&#233;mica. Ele esqueceu-se da exist&#234;ncia da verdade e de sua verdade, admitindo unicamente a verdade do outro.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Como forma de autodefesa, ele ri de seu infort&#250;nio, fugindo do embate, escondendo-se atr&#225;s do pr&#243;prio conflito; se desconhecendo v&#237;tima, enquanto assume a cadeira de r&#233;u. Desse modo, ele mesmo se pune quando naturaliza sua condi&#231;&#227;o de r&#233;u, na assun&#231;&#227;o da representa&#231;&#227;o constru&#237;da para si.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O indiv&#237;duo tenta sem sucesso, medir-se pela euro-imagem, tentando alcan&#231;ar a igualdade atrav&#233;s dessa pseudosemelhan&#231;a, esquecendo-se de si. Acreditando poder encaixar-se nesse papel ditado pela constitui&#231;&#227;o, ele assume a branquitude vivendo a utopia da promessa de liberdade. Assim ele se torna uma pessoa que &#233; muito e que tem pouco, trocando o tempo pelo rel&#243;gio, mesmo sabendo que por mais gordo que um gato seja, ele nunca se tornar&#225; um le&#227;o. Portanto, o dia da &#193;frica &#233; o dia de revisitar nossas origens, para que possamos ser capazes de reescrever nossa pr&#243;pria hist&#243;ria de vida.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span class='spip_document_6370 spip_documents spip_documents_center'&gt;
&lt;img src='http://www.ciranda.net/local/cache-vignettes/L235xH283/Calmon_2-18615.jpg' width='235' height='283' alt=&quot;&quot; style='height:283px;width:235px;' /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Coube a historiadora e professora Cl&#225;udia Calmon o quarto ponto de vista, com o qual fechamos a prosa. Sua fala aborda duas quest&#245;es que ajudam a avaliar como o 25 de Maio se insere na hist&#243;ria e calend&#225;rio da educa&#231;&#227;o p&#250;blica carioca. Professora da rede municipal do Rio de Janeiro e uma das coordenadoras do projeto &#8220;Discutindo &#193;frica na Sala de Aula&#8221; da UERJ, Cl&#225;udia Calmon sintetiza em dois t&#243;picos suas impress&#245;es sobre a mobiliza&#231;&#227;o das escolas p&#250;blicas em torno desta data e sua avalia&#231;&#227;o do significado da data nos n&#237;veis da educa&#231;&#227;o p&#250;blica carioca em que atua. Sobre a mobiliza&#231;&#227;o na rede p&#250;blica municipal, ela observa que: &#8220;N&#227;o h&#225; uma posi&#231;&#227;o oficial da SME/RJ sobre a comemora&#231;&#227;o do &#8220;Dia da &#193;frica&#8221;. A escola onde leciono n&#227;o recebeu qualquer comunicado neste sentido, por isso acho que a quest&#227;o &#233; tratada como os demais dias eleitos para celebrar o &#8220;&#237;ndio&#8221; ou o livro, ou seja, a&#231;&#245;es isoladas de professores e/ou escolas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Como fecho para a nossa roda de conversa digital, a historiadora apresenta uma resposta concisa e esclarecedora para a quest&#227;o proposta pela Ciranda Afro: a data institu&#237;da pela ONU tem sido significativa para a educa&#231;&#227;o das rela&#231;&#245;es &#233;tnico-raciais?&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &#8220;N&#227;o. Embora compreenda o simbolismo e a import&#226;ncia da data, no campo da educa&#231;&#227;o o estabelecimento de um dia para comemorar algo, muitas vezes resulta na caricaturiza&#231;&#227;o do homenageado, contribuindo para a consolida&#231;&#227;o de estere&#243;tipos. No caso espec&#237;fico do continente africano, a sua hist&#243;ria e de seu povo foi durante muitos anos tratada como algo homog&#234;neo e vinculada &#224; pobreza, doen&#231;as, escravid&#227;o ou a manifesta&#231;&#245;es culturais exclusivamente ligadas &#224; m&#250;sica e &#224; dan&#231;a. Por isso, acho que precisamos de v&#225;rios dias para falar sobre a &#193;frica - acredito que o espa&#231;o da sala de aula seja o lugar privilegiado para que isso ocorra - com a introdu&#231;&#227;o efetiva no curr&#237;culo das escolas e das universidades de temas que tratem a regi&#227;o em sua diversidade &#233;tnica, cultural e pol&#237;tica.&#8221;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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