FS Pan-Amazónico - Santarém 2010
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T e m a s
Organizações e movimentos sociais da região amazônica lançam candidatura para sediar o próximo evento global do FSM, em janeiro de 2009

A decisão sobre o lugar que sediará a próxima edição centralizada Fórum Social Mundial, em janeiro de 2009, deve ser tomada no limiar de junho de 2007, em reunião do Conselho Internacional do FSM, na cidade de Berlim.
Por iniciativa de organizações e movimentos sociais da Amâzônia, a possibilidade de realizar um encontro mundial na região estará na mesa do CI para avaliação.
Em janeiro de 2008, o FSM fará uma experiência de eventos múltiplos, em diferentes regiões, como contraponto ao Fórum Econômico Mundial, em Davos. Essa edição não centralizada será chamada de Jornadas de Mobilização Global e poderá ter um grande evento no Brasil (possivelmente conjunta com uma terceira edição do Fórum Social Brasileiro, na Bahia) e vários encontros ou manifestações regionais.
A candidatura amazônica é para a edição seguinte, novamente centralizada, e surge como alternativa forte a diferentes possibilidades já cogitadas, inclusive de cidades brasileiras, como Porto Alegre e Curitiba. A existência de uma articulação em defesa da ida do FSM para a região da floresta já havia sido mencionada pela diretora de Relações Institucionais do Instituto Paulo Freire, Salete Valesan Camba, durante o evento chamado Diálogos com a África, realizado por organizações do movimento negro em São Paulo na volta do FSM 2007, em Nairóbi.
A idéia de uma próxima edição na África, que também deve ser considerada pelo Conselho Internacional, poderá se transformar em proposta de apoio à realização de um Fórum Social Africano entre 2008 e 2009, e depois disso em uma articulação para realizar um novo evento mundial em outro país do continente.
O argumento amazônico
O documento intitulado Candidatura da Região Amazônica para sede do Fórum Social Mundial 2009 dirigido ao Comitê Organizador Brasileiro e ao Conselho Internacional do FSM começou a circular sexta-feira, dia 20 de Abril, para adesões de entidades de outras regiões e possíveis ajustes no próprio texto. A cidade sugerida como sede física do encontro é Belém, e as organizações proponentes esperam que não seja considerada uma candidatura apenas brasileira.
Reunindo nove países, a região amazônica já ocupa um lugar simbólico como centro dos debates mundiais sobre as consequências do aquecimento global, por sua vez resultantes do uso insustentável dos recursos do planeta. Os riscos de destruição da floresta "com as maiores reservas de biodiversidade e água doce, além de abrigar enorme sociodiversidade, representada nas suas populações tradicionais e povos indígenas" mostram que outro mundo é possível e urgente.
O recente Relatório do Clima, produzido pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), das Nações Unidas (ver documento em inglês) inclui a assustadora previsão de que parte da floresta se transforme em savana até meados deste século )
Estas ameaças estão sendo aceleradas, segundo os signatários da proposta, pelas atuais políticas de desenvolvimento, ampliação das monoculturas agrícola e pecuária, exploração de commodities minerais e instalação de infra-estrutura que viabilizam esse processo predatório.
O encaminhamento da proposta ao Conselho Internacional será tema de uma última reunião do COB, em maio, antes do encontro de Berlim. Até lá, adesões à proposta poderão ser enviadas a adilsonv@vivax.com.br
Conheça versão preliminar do texto em defesa da candidatura e primeiras organizações signatárias.
São signatárias e apoiadoras da proposta do FSM 2009 na Amazônia:
GTA - Grupo de Trabalho Amazônico,
Conselho Nacional dos Seringueiros,
Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira,
Sociedade Maranhense de Direitos Humanos,
Associação Brasileira de ONGs - ABONG,
Fórum da Amazônia Oriental,
STTR/Santarém,
Fórum Matogrossense de meio Ambiente e Desenvolvimento,
Projeto saúde e Alegria,
Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Amazônico,
Fundação vitória Amazônica,
Associação etnoambiental Kanindé,
Agonautas Ambientalistas da Amazônia,
FASE,
Instituto Paulo Freire