CirandaCiranda Internacional de Informação Independente
Para que outro mundo seja possível, é preciso reinventar a comunicação

Página inicial

FSM 2009 BELÉM

]BRASIL]

FME Alto Tietê

Ciranda Afro-BR

Reforma Política

Assembléia Popular

COMUNICA SP

SEDECO 2006]

Ciranda Mundi]

ANTI-G8

FSM 2008Global

FSM 2007 NAIRóBI

Ciranda África

Fórum de Abril Recife

FME N. Iguaçu

FSM 2006 Policêntrico

FSM 2005 Porto Alegre

India Social Forum

OAXACA!

Mapa do site

instituto paulo freire (JPG)

(GIF)

(GIF)

(GIF)

RITS (JPG)

sistema de publicação (JPG)

CirandaCiranda RSS

TV | Rádio | Fotos
Centro de Mídia Independente

Aniversário da Ocupação Chiquinha Gonzaga

Declaração final do Seminário Internacional sobre a Amazônia


TV CIRANDA

Estúdio Livre

TV PIOLHO

RÁDIO PIOLHA

Programa de 10.04 - Recife

Programa de 31.03 - Recife

Programa de 29.03 - Recife

Programa de 25.03 - Nova Iguaçu

Programa de 23.03 - Nova Iguaçu

Casa Macunaíma

Cayapa - Forum TV

01 02 03 04 05 06 07 08

Site oficial do FSM

Fórum de Abril

FME-Nova Iguaçu

A Vale é nossa!

segunda-feira 3 de setembro de 2007
NovaE

As razões para o plesbicito sobre a privatização da Companhia Vale do Rio Doce. Veja aqui o cartaz ampliado da campanha.

Cartaz ampliado no final deste artigo

Para dar continuidade ao processo de construção do Poder Popular em nosso país, os movimentos populares, entidades sindicais e religiosas, articulados na Assembléia Popular, resolveram convocar e organizar o Plebiscito Nacional sobre a Privatização da Companhia Vale do Rio Doce.

Este Plebiscito tem como objetivos:

1) Abrir espaço para a população brasileira manifestar-se acerca deste estratégico patrimônio da Nação ao capital financeiro nacional e internacional;

2) Retomar a luta pela reestatização da Companhia Vale do Rio Doce;

3) Abrir debate nacional do caráter do Estado brasileiro e do destino para nosso país, definindo com mais clareza o nosso Projeto Popular para o Brasil.

Vários aspectos legais não foram cumpridos no processo de privatização da Vale, isso levou a 103 ações populares previstas no processo de privatização, ações estas que foram suspensas pelo STJ no mês de setembro de 1997.

Outro problema foi a escandalosa sub-valorização da empresa, onde não foi incluído no patrimônio, dentre outros, as reservas de urânio, a extensão de terra nas fronteiras para exploração de minério, as estruturas portuárias e ferroviárias.

A Companhia Vale do Rio Doce - CVRD possui a maior frota de navios transportadores de grão do mundo, possui as principais ferrovias brasileiras, é a maior mineradora mundial de minério de ferro com reservas comprovadas de 41 bilhões de toneladas, possui uma força produtiva tecnológica e de recursos naturais consideráveis, é a principal produtora de bauxita, ouro (cujas minas, grandes e lucrativas, foram abertas pouco depois do leilão) e alumínio da América Latina, sem contar com os outros minérios que é extraído como o calcário, dolomito, fosfato, estanho, cassiterita, granito, zinco, grafita e nióbio. Hoje, a CVRD é a maior empresa privada brasileira, a segunda maior atuando no Brasil, depois da Petrobrás.

A empresa foi criada na década de 40 por um grupo inglês, até então com o nome de Itabira Iron Ore, para cobrir a demanda da Inglaterra e dos EUA por minérios de ferro na fabricação de armas para a II Guerra Mundial. Com a mudança na Constituição pelo Estado Novo de Vargas em 1942, o Governo proibiu o aproveitamento industrial das minas e das jazidas minerais por companhias estrangeiras, iniciando um processo de nacionalização. Nos chamados “Acordos de Washington” firmados em 03/03/1942 na capital estadunidense, o governo britânico se dispunha a transferir ao governo brasileiro o controle da empresa financiando uma parte do dinheiro, exigindo em contrapartida, a cessão das bases do Nordeste para as operações das forças norte-americanas e o envio de tropas brasileiras para a II Guerra Mundial, na Europa. Ali perdemos vidas valiosas, sendo assim, não investimos na Vale somente com os recursos do Erário e sim com o sangue dos soldados brasileiros, com a coragem e com a dignidade do patriotismo.

Durante este tempo, a CVRD não somente investiu em avanços tecnológicos e de pesquisas na empresa, mas também em fins sociais, levando benefícios para a população da região onde a empresa abrange, sustentou a soberania do Brasil sobre a Amazônia e contribuiu com a proteção do meio ambiente e as comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas.

A CVRD foi privatizada em 06 de maio de 1997 pelo valor de 3,3 bilhões de dólares, neste dia, houve manifestações populares nos grandes centros do país, mas o governo, agindo de forma covarde e autoritária desrespeitando a democracia, coloca um aparato policial para proibir e reprimir as manifestações contrárias ao leilão, usando de violência desmedida contra todos aqueles que se opuseram à entrega do patrimônio público. Segundo professor e economista Aloísio Leal, da Universidade federal do Pará, seu valor estimado era de mais de 92 bilhões de dólares. Em 2006, a Vale obteve um faturamento de 46,7 bilhões de reais, ou seja, lucrou em apenas um ano, muito mais do que pagou por ela.

Entre os avaliadores da empresa para a privatização na época, estava o Banco Bradesco, que posteriormente criou a empresa chamada Bradespar para figurar no quadro de controladores de ações da CVRD, esta empresa detém 17,4% das ações. Outro integrante do conglomerado é o grupo Lintel/Lintela, formado pelos fundos de pensão da Previ detentores de 59,1% das ações, a empresa Mitsui com sede nos EUA também está no grupo com 15%.

O governo obedecendo a interesses internacionais, sem nenhuma discussão popular privatizou a Vale. Naquele momento, houve a entrega de uma das maiores heranças do povo brasileiro para o capital estrangeiro. Temos que reverter este processo, para o bem de nossos filhos e netos, devemos participar deste plebiscito votando contra a privatização da Vale do Rio Doce.

Será a demonstração do nosso sentimento de revolta e ressentimento perante toda esta traição dos governantes ao povo, pois uma coisa que não podemos deixar, é o capital estrangeiro tomar-nos o nosso solo com todas as suas riquezas, as nossas águas e as nossas florestas.

Além disso, a privatização da Vale foi inconstitucional por vender reservas de urânio, que são de propriedade exclusiva da União, alienar milhões de hectares de terras e permitir a exploração de minérios na faixa de fronteira, o que não poderia ser feito sem a aprovação do Congresso Nacional.

(JPG)

Copyright © 2004 - 2006 por Rede de Autoria Ciranda
Todo material neste sítio web, pode ser reproduzido livremente, desde que permaneça livre e a fonte seja citada, seguindo os termos da Creative Commons License: Atribuição-UsoNãoComercial-PermanênciaDaLicença.