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A cor da minha pele

segunda-feira 17 de setembro de 2007

Tem mais gente orgulhosa em dizer que tem a pele preta, e que deixou de ser parda nas estatísticas do Brasil. O FME dá indícios de que isso tem a ver com os debates dos movimentos sociais e negros para mudar a educação

Ana Trigueiro Sola

Foto: Julia Delibero

Ou tem mais gente negra no Brasil ou mais gente negra está orgulhosa de afirmar que é. Dados divulgados pelo IBGE na semana do Fórum Mundial de Educação indicam que mais 1,34 milhão de pessoas passaram a declarar que sua cor da pele é preta. O total passou de 11,5 milhões de pessoas para 12,9 milhões

Proporcionalmente, no ano passado havia 6,3% de gente que se dizia de cor preta no Brasil e agora são 6,9%, o que ainda é pouco perto da cor da pele que se vê predominando no Brasil.

Esse pretejamento das estatísticas foi acompanhado da diminuição do número de pessoas que antes se dizia parda, e que baixou de 43,2% para 42,6%.

Ainda muito recentes, esses dados estão sendo explicados com suposições. A principal delas é de que a cobrança de políticas afirmativas, a proposta das cotas e do estatuto da igualdade racial aumentaram os debates sobre a grande participação afro-brasileira na história do país e mais pessoas passaram a valorizar sua cor.

Esses temas foram debatidos no Fórum Mundial da Educação em várias atividades, especialmente oficinas auto-gestionadas, organizadas por escolas e organizações do movimento negro preocupadas com a valorização da identidade afro-brasileira e a introdução da história da Africa no currículo escolar.

Um exemplo foi a oficina "Tratando de africanidades no cotidiano escolar" , da cidade de Santo André, ou a "Questão racial na escola para construção positiva de identidade - valores", de uma escola de Mogi das Cruzes, ou ainda sobre os "Saberes negros modernos a serviço da educação protagonista da diversidade", do Centro de Estudos de Culturas e de Línguas Africanas e da Diáspora.

Um dos mais específicos sobre as cotas e estatuto da igualdade foi o painel "Políticas Públicas para a diversicade etnico-racial", com a participação de Maridândia Frasão, da organização Negro Sim, Rute Rodrigues Reis, da USP, e mediação de Cosme Alves Nascimento, da Secretaria Municipal de Suzano.

Cosme disse que esta semana entidades do movimento negro devem completar um milhão de assinaturas pela aprovação da lei de cotas e da igualdade racial, que serão levadas a Brasília.


Fórum

  • A cor da minha pele
    12 de janeiro de 2008, por dils

    poxa a cada dia me sinto mais orgulhoso com nossa juventude se assumindo black, como dizia o mestre (james brown) como alguem negro pode se dizer de outra cor, precisamos tirar essa maldita midia branca, que esta ai educando, á anos nossa juventude a ter vergonha de sua cor, gracas a Deus, temos agora uma nova geracao mais conciente é isso ae manos mais conciencia tamos juntos

    God blwess you...peace

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