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Congregar os movimentos sociais para o embate é o maior desafio, concluiu Paulo Mariante durante discussão sobre mídia, ética e violação dos direitos humanos.

Foto: Mariana Lettis
Na lógica de mercado - hoje predominante entre as radiodifusoras - direitos humanos são secundários. A afirmação foi feita pelo advogado Paulo Mariante, do Grupo Identidade e Fórum Paulista de GLBT, na tarde de 20 de outubro, durante o I Encontro Paulista pela Democratização da Comunicação.
Conseqüentemente, para obter lucro, “invisibilizam-se negros e negras, esculacham-se os homossexuais e discriminam-se as mulheres”. Um exemplo de prática sexista com esse viés capitalista são as propagandas de bebidas alcoólicas.
Para se contrapor a isso, deveria se pensar, na opinião de Mariante, em mídia afirmativa dos direitos humanos postos em xeque. “Há necessidade de termos emissoras públicas, não estatais, para fazer esse enfrentamento.” O grande desafio, como enfatizou o ativista, é articular todos movimentos para o embate, que deve incluir a batalha contra a opressão socioeconômica. “Caso contrário, vamos ter muita dificuldade nessa luta.”