CirandaCiranda Internacional de Informação Independente
Para que outro mundo seja possível, é preciso reinventar a comunicação

Página inicial

FSM 2009 BELÉM

]BRASIL]

FME Alto Tietê

Ciranda Afro-BR

Reforma Política

Assembléia Popular

COMUNICA SP

SEDECO 2006]

Ciranda Mundi]

ANTI-G8

FSM 2008Global

FSM 2007 NAIRóBI

Ciranda África

Fórum de Abril Recife

FME N. Iguaçu

FSM 2006 Policêntrico

FSM 2005 Porto Alegre

India Social Forum

OAXACA!

Mapa do site

(JPG)

(PNG)

(JPG)

(PNG)

instituto paulo freire (JPG)

(GIF)

(GIF)

(GIF)

RITS (JPG)

sistema de publicação (JPG)

CirandaCiranda RSS

TV | Rádio | Fotos
Centro de Mídia Independente

DOI-CODI nunca mais!

Pelo direito à escolha em casos de anencefalia


TV CIRANDA

Estúdio Livre

TV PIOLHO

RÁDIO PIOLHA

Programa de 10.04 - Recife

Programa de 31.03 - Recife

Programa de 29.03 - Recife

Programa de 25.03 - Nova Iguaçu

Programa de 23.03 - Nova Iguaçu

Casa Macunaíma

Cayapa - Forum TV

01 02 03 04 05 06 07 08

Site oficial do FSM

Fórum de Abril

FME-Nova Iguaçu

Irã falava a verdade desde o início

sábado 15 de dezembro de 2007
Jornal Oriente Médio Vivo

No dia 3 de dezembro, o novo relatório de inteligência dos Estados Unidos concluiu que o Irã desativou o seu programa de armamentos nucleares há mais de 4 anos. Mais uma vez o governo estadunidense tem sua credibilidade colocada em xeque.

orientemediovivo

No dia 3 de dezembro, o novo relatório de inteligência dos Estados Unidos concluiu que o Irã desativou o seu programa de armamentos nucleares há mais de 4 anos. Mais uma vez o governo estadunidense tem sua credibilidade colocada em xeque - ao que tudo indica, o mito das “armas de destruição em massa” de Saddam Hussein (que nunca existiram) voltou para assombrar a administração Bush também no caso do Irã.

O relatório da Estimativa de Inteligência Nacional (EIN) sobre o Irã, que expressa consenso entre todas as 16 agências de inteligência estadunidenses, indica com “muita confiança” que o Irã paralisou seu programa para desenvolver armamentos atômicos em 2003 “em resposta à pressão internacional”. O resultado contradiz as ameaças da Casa Branca de que a República Islâmica estaria atrás de “desenvolver armas nucleares” - o motivo pelo qual duas sanções econômicas foram impostas contra o país recentemente. Ao mesmo tempo, o relatório comprova o que o Irã afirma há anos: que seu programa nuclear é pacífico, voltado apenas para a geração de eletricidade com fins civis.

As “descobertas” da EIN não representam uma novidade para aqueles que seguiam o caso do Irã de perto. O reeleito presidente russo, Vladimir Putin, havia anunciado anteriormente, baseado em suas agências de inteligência, que “não existem evidências” de que o Irã estaria atrás de construir uma bomba. Mohamed El-Baradei, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), encarregada de inspecionar as instalações iranianas, também respondeu positivamente, afirmando que o relatório sustenta sua posição de que “não há evidências de um programa de armas nucleares não declarado em lugar algum” no Irã.

A novidade significa que o Irã venceu? De acordo com oficiais do Pentágono, o relatório “fortaleceu o Irã e enfraqueceu os demais”. De fato, o Irã comemorou a mais recente derrota da administração Bush. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, declarou que “está se tornando claro para o mundo que o programa nuclear do Irã é mesmo pacífico”. A televisão estatal iraniana qualificou o relatório como “a confissão nuclear” dos Estados Unidos, e afirmou que o mesmo representa “uma vitória" para a República Islâmica. Apesar disso, a máquina de propaganda militar de George W. Bush não descansou.

Assim como no Iraque, em que a cada vez que uma mito era desmascarado outro novo era criado (das “armas de destruição em massa” à “presença da Al-Qaeda no Iraque”), o governo estadunidense já iniciou a sua nova campanha de acusações contra o Irã. Em uma entrevista coletiva em Washington, Bush disse que o relatório, na verdade, “dá motivo para mais pressão” (sic) contra o governo do líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. Após comprovado que a afirmativa do governo iraniano era mesmo verdade, as novas acusações estadunidenses são voltadas para a “intenção” de desenvolver armas nucleares, e não mais a capacidade - um argumento difícil de ser avaliado. Segundo Bush, o Irã pode retomar um programa atômico militar secreto. “O Irã foi perigoso. O Irã é perigoso. E o Irã será perigoso, se tiver o conhecimento necessário para fazer uma arma nuclear”, afirmou ele.

O desenvolvimento de tecnologias nucleares é legal perante a Lei Internacional para os países que assinarem o Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Considerando isso, o Irã tem o direito de enriquecer urânio, já que a República Islâmica assinou o tratado ainda em 1968. Apesar disso, os Estados Unidos parecem decididos a atrasar o desenvolvimento do país, que tem um papel fundamental na divisão de poderes do Oriente Médio. Um recente relatório da AIEA, que antecedeu o relatório estadunidense, confirmou inequivocamente que “o programa nuclear do Irã é de natureza civil”, e que “o Irã não tem intenção e nem condição de fabricar armas nucleares”. O governo estadunidense, porém, não se mostrou interessado em fatos. “Acho que o relatório divulgado ontem é um sinal de advertência, porque poderiam [o Irã] reiniciá-lo [o programa nuclear]. Tiveram o programa e o paralisaram”, afirmou Bush, acrescentando que “todas as opções” continuam sobre a mesa em relação às medidas a serem tomadas contra Teerã. Pelo menos por enquanto, a verdade venceu.

FONTE: Jornal Oriente Médio Vivo - http://www.orientemediovivo.com.br Edição nº86 - http://orientemediovivo.com.br/pdfs/edicao_86.pdf

O jornal "Oriente Médio Vivo" tem como um de seus principais objetivos oferecer informações justas sobre os atuais conflitos no Oriente Médio.

Acesse: www.orientemediovivo.com.br

Copyright © 2004 - 2006 por Rede de Autoria Ciranda
Todo material neste sítio web, pode ser reproduzido livremente, desde que permaneça livre e a fonte seja citada, seguindo os termos da Creative Commons License: Atribuição-UsoNãoComercial-PermanênciaDaLicença.